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sexta-feira, 29 de maio de 2020

Como o Aço Vira Uma Arma




Olá! Hoje nós iremos discorrer sobre como um pedaço de aço vira uma arma (faca, espada, lança...).





Processos

Existem dois processos pelos quais se pode fazer uma arma: por forja ou por desbaste.



·        Forja: processo antigo, a peça é levada ao fogo e com golpes de martelo, o forjador molda a peça com o formato que deseja.

·        Desbaste: processo mais moderno, a peça é desbastada com ferramentas até adquirir o formato que se é exigido.



Independentemente do processo, quando o formato está pronto busca-se então temperar a peça. Fazer a tempera nada mais é do que você aquecer a peça até que a mesma adquira uma coloração próxima da “cor cereja” para logo á seguir, coloca-la em um tonel com óleo, o que a incendeia e causa um choque térmico na peça, endurecendo o aço. Não é aconselhável fazer a tempera com água, pois o aço poderá ficar quebradiço demais.



Após temperar a peça, ela deverá ser revenida. O revenimento nada mais é do que cozinhar em um forno a peça logo após ela ter sido temperada. Este processo serve para tornar o aço menos quebradiço e mais macio. Existe uma temperatura certa para cozinhar a peça (200ºC) e ela deverá ser retirada do forno após obter uma coloração de palha.



Depois do revenimento, a peça deverá descansar em temperatura ambiente e após algumas horas ela estará funcional!





Bom pessoal, eu espero que este artigo tenha sido proveitoso! Fiquem com Deus e até a próxima!

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Quebrando Mitos: As Espadas Eram Resistentes




Olá! Hoje vou quebrar (perdão pelo trocadilho) um mito: a de que as espadas eram muito resistentes.





Ficção x Realidade

Por causa de Holywood, Mangás, HQs e outras mídias, vemos e por isso pensamos que as espadas duravam muitas batalhas e passavam de geração a geração, porém não era isso o que ocorria na vida real, pois as espadas quebravam constantemente. Isso acontecia por causa da fabricação do aço carbono, que era algo bem rústico e não possuía processos confiáveis como hoje em dia: o resultado eram espadas com aço carbono de baixa qualidade e que necessitavam passar pelo processo de dobramento de camadas (também conhecido como “aço damasco”) para ficarem resistentes. Espadas que não passavam por esse processo, tendiam a quebrar mais facilmente.



Hoje em dia, por causa da industrialização e da implantação de inspeção de qualidade nos processos produtivos, os aços fabricados possuem, de maneira geral, maior teor de carbono e (por consequência) qualidade do que em eras passadas: nem sempre o “tradicional” é melhor do que o moderno!



1.   As Fontes históricas nos mostram que as espadas constantemente quebravam: manuais, iluminuras, manuscritos, pinturas, crônicas...

2.   A arqueologia nos mostra isso através de achados, seja: no solo, nos rios, em estruturas... é relativamente comum os arqueólogos encontrarem espadas quebradas durante as suas buscas (ou escavações).





Conclusão

Bom é isso! Eu espero poder quebrar mais mitos com o passar do tempo!



Saúde e paz para todos, fiquem com Deus!

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