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segunda-feira, 1 de junho de 2020

A Regra dos 21 Pés de Tueller




Olá! Neste texto eu explanarei sobre a Regra dos 21 Pés de Tueller.





Quem Foi?

Dennis Tueller foi um sargento de polícia dos EUA que fez alguns experimentos e chegou a conclusão de que em apenas 1,5 segundo é possível alguém com arma branca (faca, machado, facão, espada) percorrer 6 metros e diminuir a distância entre ele e um atirador. O problema é que 1,5 segundo é o tempo que um bom atirador tem para sacar a sua arma e atirar duas vezes em um alvo!





A Regra em Si

No artigo traduzido por mim e publicado aqui no blog, foi exibido o resultado dos testes feito por Tueller e a conclusão dele.

A Regra dos 21 Pés de Tuller, diz que você atirador deve permanecer a uma distância mínima de 7 metros (21 Pés) de um possível agressor. Muitos desconhecem essa regra e acham que em um embate arma de fogo x arma branca a primeira sempre ganhará e o estudo de caso mostra que não.





Conclusão

Não subestime nunca uma faca ou espada!



Caso se interesse, existe um artigo de minha autoria onde eu traduzi o texto original do sargento Tueller, “How Close is Too Close?”. O link dele está aqui embaixo:



LEIA TAMBÉM: Quão Perto É Tão Perto?

terça-feira, 5 de maio de 2020

A Barba ao Longo da História Marcial




Olá! Hoje veremos sobre como era a relação dos guerreiros com a barba ao longo da história Ocidental!





Helenos e Macedônios

Os helenos (gregos) costumavam ir para a batalha com barbas elaboradas, pois o homem helenístico orgulhava-se de ter e ostentar barba. Os exércitos de hoplitas formados por cidadãos eram em sua maioria, barbados.

Entre os macedônios a coisa já não era bem assim: Alexandre, o Grande, ordenava aos seus homens que fizessem a barba regularmente para evitar que os inimigos agarrassem os pelos durante as batalhas. Resultado é que o costume de se barbear espalhou-se pelos mais diversos cantos do mundo.





Romanos

Entre os romanos, fazia-se a barba por razões religiosas: quando completava dezessete anos (maioridade romana), os homens faziam a barba pela primeira vez e ofertavam os pelos ao deus da masculinidade, Falos. Por essa razão e também por adotarem a cultura helenística de Alexandre, os romanos (as legiões) faziam a barba constantemente: era a norma ficar de rosto limpo.

Durante o século III d.C a medida em que mais bárbaros entravam nas legiões e a Cultura do Oriente (dos partos e dos persas) influenciava Roma, os legionários tornavam-se mais barbados. A partir da segunda metade do século IV d.C, o número de barbados na Legião aumentou vertiginosamente devido aos muitos bárbaros que a ingressavam através do sistema de Federação.





Reinos Bárbaros e Estados Nacionais

Entre os bárbaros que conquistaram a parte Ocidental de Roma, a barba variava bastante entre os soldados: alguns usavam e outros não. Dependia muito da época e do indivíduo sendo o mesmo dito em relação aos Estados Nacionais que surgiram a partir do século XII d.C.





Primeira Guerra Mundial

Durante a 1ª Guerra Mundial, inicialmente os homens iam para o combate barbados ou ostentando bigodes, porém com o uso massivo de gás por parte dos alemães (principalmente a partir de 1915) máscaras foram desenvolvidas para proteger os homens e a sua eficácia aumentava no caso de o indivíduo que a usasse estivesse de barba feita. Por isso a partir de 1915, os exércitos do Ocidente passaram a fazerem a barba regularmente, tradição essa que prossegue até aos dias atuais!





Conclusão

Eu espero que você tenha se divertido com essa breve viagem que fizemos pela história do Ocidente! Fiquem com Deus e até a próxima!


Eu fiz um vídeo falando sobre o assunto, ele está com o áudio em português do Brasil:


quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Quebrando Mitos: As Espadas Eram Resistentes




Olá! Hoje vou quebrar (perdão pelo trocadilho) um mito: a de que as espadas eram muito resistentes.





Ficção x Realidade

Por causa de Holywood, Mangás, HQs e outras mídias, vemos e por isso pensamos que as espadas duravam muitas batalhas e passavam de geração a geração, porém não era isso o que ocorria na vida real, pois as espadas quebravam constantemente. Isso acontecia por causa da fabricação do aço carbono, que era algo bem rústico e não possuía processos confiáveis como hoje em dia: o resultado eram espadas com aço carbono de baixa qualidade e que necessitavam passar pelo processo de dobramento de camadas (também conhecido como “aço damasco”) para ficarem resistentes. Espadas que não passavam por esse processo, tendiam a quebrar mais facilmente.



Hoje em dia, por causa da industrialização e da implantação de inspeção de qualidade nos processos produtivos, os aços fabricados possuem, de maneira geral, maior teor de carbono e (por consequência) qualidade do que em eras passadas: nem sempre o “tradicional” é melhor do que o moderno!



1.   As Fontes históricas nos mostram que as espadas constantemente quebravam: manuais, iluminuras, manuscritos, pinturas, crônicas...

2.   A arqueologia nos mostra isso através de achados, seja: no solo, nos rios, em estruturas... é relativamente comum os arqueólogos encontrarem espadas quebradas durante as suas buscas (ou escavações).





Conclusão

Bom é isso! Eu espero poder quebrar mais mitos com o passar do tempo!



Saúde e paz para todos, fiquem com Deus!

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