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quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Meditação: Por que Fazer?

 


 

A meditação que eu defendo não é aquela em que a pessoa fica sentada e com as pernas cruzadas. Na verdade eu me refiro a tirar um tempo para que se possa ficar sozinho e poder se analisar internamente.

De maneira ignorante, fomos forçados a imaginar que a meditação só pode ser feita sentada: ledo engano! A posição zazen teria sido ensinada pelo lendário Bodidharma, porém a meditação que ele supostamente ensinou aos monges de Shaolin não é a única maneira de se meditar.

 

 

Método

·        Primeiramente: nada de ficar sentado e com as pernas cruzadas! Você deve ficar em uma posição confortável e que te permita raciocinar com calma.

·        Segundo: após encontrar a sua posição ideal, você deverá ordenar o seu pensamento; se você tem pensamentos acelerados, você deverá acalmá-los e coloca-los em ordem. Uma coisa: não esvazie a sua mente, isso é besteira, a mente precisa estar bem-ordenada e não vazia.

·        Terceiro: após seguir os passos anteriores, comece a olhar para dentro de você: observe os seus medos, a sua vaidade, as suas dores internas e também as suas virtudes! Olhar para dentro de si é algo que a primeira vista é ruim, pois você está se conhecendo, porém você crescerá bastante como indivíduo e com o tempo se acostumará em ser confrontado.

 

 

Conclusão

Termino dizendo que meditação não é “coisa de oriental”, mas sim coisa de uma pessoa que deseja se auto aprimorar!

 

Fiquem com Deus e até a próxima!

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Um Bom Local Para Se Treinar HEMA!

 



 

Olá! Hoje eu falarei sobre um bom local para se treinar HEMA (Historical European Martial Arts) dentro da realidade brasileira! Vamos lá?

 

 

Legalidade

Primeiro: verifique se legalmente falando você pode portar a sua arma! No Brasil apenas a União pode controlar o armamento dentro do território brasileiro (Artigo 21, VI da Constituição Federal), porém existem municípios e estados que não estão nem aí e criam as suas leis anti-armas. Até explicar para a polícia que essas leis estaduais e municipais são inconstitucionais, você já foi preso...

 

 

Espaço

Verificada a questão legal, vamos ao espaço: qual a extensão da tua arma? Eu por exemplo tenho um gládio e ele ocupa pouco espaço, podendo ser manuseado em qualquer sala dentro da minha casa! Mas e se você tem um machado? Ou uma lança? Ou uma espada longa? Entende?

Se você tem uma arma longa, talvez treinar em um quintal ou em um parque seja a melhor alternativa.

 

 

Ambiente

Independente de ser em sua casa, apartamento ou parque, você deverá ficar atento ao solo: do que ele é feito? Grama quando molhada, mesmo que levemente te faz escorregar. Certos pisos são escorregadios (cerâmica, por exemplo) e outros possuem muito atrito (os de concreto). Leve em consideração o tipo de piso do local ao qual estará treinando!

 

 

Conclusão

Com essas dicas, ficará muito mais fácil para você treinar HEMA! Avalie bem onde treinar e divirta-se!

 

LEIA TAMBÉM: Um Bom Local De Treino!

sexta-feira, 12 de junho de 2020

Análise do Livro: A Arte da Guerra, de Maquiavel




Nicolau Maquiavel é famoso pelo seu livro “O Príncipe” e muitos por conta disso desconhecem essa obra interessante: “A Arte da Guerra”!

Muitos conhecem a arte da guerra, escrito por Sun Tzu, porém não conhecem o exemplar homônimo escrito por Maquiavel.





O Livro em Si

O livro foi escrito entre 1519 e 1520 e está em diálogo socrático, isto é, um personagem fala e o outro responde, sendo que na conversa existe sinceridade e a busca pela verdade dos temas abordados. Os personagens são: Fabrizio Colonna, um condottieri (capitão de exército) muito famoso na época; Cosimo Rucellai, um patrício florentino que abrigou Fabrizio e inicia os diálogos; Zanobi Buondelmonti; Batista dela Palla; Luigi Alamanni; todos eram jovens na época em que o texto está ambientado e eram amigos de Nicolau Maquiavel, que dedica o livro a Lorenzo Strozzi, filho de Filippo Strozzi, amigo e protetor de Maquiavel, Lorenzo foi o responsável por fazer a ligação dele com a Casa dos Médicis.

O livro em si está dividido em sete partes, que são nomeados de “Livro”. Cada “livro” aborda um aspecto.



·        Livro I: foco na ordenança, isto é, a necessidade de se criar um exército permanente/regular e não depender de mercenários.

·        Livro II: foco na Legião Romana e comparação com as infantarias suíças e aragonesa-castelhana. Fala-se também como organizar uma companhia durante as marchas para o combate.

·        Livro III: foco nas formações táticas do exército e como motivar os soldados.

·        Livro IV: foco na motivação dos soldados e como motivá-los a combater pela pátria ou pelo líder.

·        Livro V: discorre-se sobre a marcha do exército.

·        Livro VI: discorre-se sobre o acampamento.

·        Livro VII: dá-se atenção as cidadelas e fortalezas.



Resumidamente este é o conteúdo do livro.





Conclusão

O livro é uma boa pedida para quem deseja conhecer mais dos detalhes táticos e operacionais dos exércitos medievais, pois o livro foi escrito em uma época em que os canhões e armas de fogo eram muito poucos em relação a quantidade que nos séculos posteriores se verificariam (muitas armas utilizadas nos exércitos do Ocidente na época eram vindos direto da Idade Média). Além disso, ser conhecedor desse livro fará você um melhor entendido sobre as forças armadas como um todo!

Eu recomendo a leitura desse livro.




LEIA TAMBÉM: Análise do Livro: Defesa com Facas



LEIA TAMBÉM: Análise do Livro: Tonfá

quarta-feira, 10 de junho de 2020

Eu Posso Ter Uma Espada Dentro da Lei?







Olá! Como colocado no título deste texto eu pretendo responder da maneira mais objetiva e direta possível se é possível ter uma espada dentro da lei (Lei do Brasil, de onde eu escrevo).





Base Legal

A base da lei no Brasil é a Constituição Federal que diz:

“Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;– Artigo 5º Parágrafo II.



Em outras palavras: para algo ser proibido, deve ser antes escrito na lei. Ponto.



No Brasil o Governo Federal é o único ao qual compete proibir ou restringir armamentos dentro do território nacional (Artigo 84) e sendo assim ele o faz através de uma lista conhecida como: “R-105”. Não vou me alongar mais nisso, digo apenas que quem criou o R-105 foi Getúlio Vargas, logo após ele ter ganho a guerra civil travada contra os paulistas (Revolução Constitucional de 32) e o objetivo é impedir que o Povo se arme e revolte-se contra a União.





Respondendo a Questão

Seja como for, o atual R-105 responde através do Decreto 10.030/2019 e nele NÃO HÁ restrições com relação a armas brancas ou espadas. Em resumo, respondendo a pergunta do título: você PODE ter a sua espada sim, dentro da lei, pois se não está descrita no R-105, automaticamente está permitido!



Compre a sua espada e seja feliz com ela!

Caso se interesse, eu fiz um vídeo sobre o tema mencionado aqui no blog, o áudio está em português do Brasil:






Fontes:



Constituição Federal: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm





Atual R-105 (Decreto 10.030/2019): http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Decreto/D10030.htm

sexta-feira, 5 de junho de 2020

O Armamento Lusitano (de Portugueses) do Século XV




Olá! Neste texto eu irei mostrar e comentar sobre o armamento utilizado pelos portugueses no final do século XV, durante a época das Grandes Navegações.









Exemplos

Deste Deus-Homem, alto e infinito,
Os livros, que tu pedes não trazia,
Que bem posso escusar trazer escrito
Em papel o que na alma andar devia.
Se as armas queres ver, como tens dito,
Cumprido esse desejo te seria;
Como amigo as verás; porque eu me obrigo,
Que nunca as queiras ver como inimigo."


Isto dizendo, manda os diligentes
Ministros amostrar as armaduras:
Vêm arneses, e peitos reluzentes,
Malhas finas, e lâminas seguras,
Escudos de pinturas diferentes,
Pelouros, espingardas de aço puras,
Arcos, e sagitíferas aljavas,
Partazanas agudas, chuças bravas:”
– Os Lusíadas, Canto I, Estrofes 66 e 67



A estrofe 67 descreve ligeiramente as armas usadas pelos valentes portugueses que debaixo do comando de Dom Vasco da Gama atravessariam o Cabo das Tormentas e chegariam nas Índias! É importante frisar que este texto citado é de uma época em que D.Bartolomeu Dias havia chegado ao Cabo das Tormentas (da Boa Esperança) e agora era missão de D.Vasco da Gama ultrapassá-lo. Neste momento em que o texto é escrito, os portugueses (lusitanos) ainda estavam na Costa Africana do Atlântico, eles ainda não haviam contornado o Cabo das Tormentas. Mas vamos às armas?





As Armas em Si



Arnês
A primeira arma descrita é o arnês. Mas o que é um arnês? Nada mais é do que uma armadura completa, que cobre o soldado da cabeça aos pés. Em inglês o arnês é chamado de “full-plate armour”. Abaixo um exemplo de arnês:









Peitos

Os Peitos também possuem o nome de “couraça” ou “couraça peitoral” (termos derivados do francês “courace”, tropas napoleônicas que montavam à cavalo e que usavam peitoral chamados de “couracier”). O peitoral é parte do arnês, mas poderia ser utilizado em separado sem as outras partes do mesmo.




Malhas Finas

As malhas, também conhecidas como cota-de-malha eram velhos conhecidos dos exércitos ocidentais. Os romanos em suas guerras contra os celtas viram esses povos usando malha em combate e copiaram a mesma, adotando-a em suas Legiões! As malhas eram boas para defender ataques de corte com a espada e com a lança, embora não fossem resistentes contra cortes de machados. Abaixo um exemplo de cota de malha:







Pelouros

Pelouros nada mais são do que balas (munição) usadas em canhões e em espingardas mais arcaicas. Os pelouros eram feitos de pedra que eram esculpidas em formato esférico. Abaixo exemplos de pelouros:







Aljavas

As aljavas nada mais eram do que estojos onde se depositava (guardava) as flechas (que no texto de Os Lusíadas é chamada de “sagitíferas”, termo derivado do latim “sagitta” que significa “flecha”). Abaixo exemplos de aljavas com sagitas (flechas) depositadas:







Partazanas

A partazana (ou patisan) é uma lança com a ponta fina ou grossa (depende do modelo) que possui “abas” semelhantes a ganchos, que podem proteger o usuário de ataques cortantes. Abaixo um exemplo de partazana:







Chuça(o)

Nada mais é do que uma lança curta com ponta de ferro ou aço aguda. Podem ser utilizadas para ataques de estocada de curta distância ou para arremesso, embora normalmente era utilizada na primeira “modalidade”. Abaixo um exemplo de chuço(a):







Conclusão

As armas utilizadas nesse período das Grandes Navegações tinham as suas origens na Europa Medieval e várias delas são estudadas por grupos de HEMA (Historical European Martial Arts), por isso julguei importante exibi-las aqui no blog! Ao contrário do que aprendemos na escola, o uso de armas de fogo era secundário nessa época se formos levar em consideração a disponibilidade de armas brancas que se utilizavam nesse período (fins do século XV).

Eu também publiquei um vídeo falando sobre o armamento utilizado pelos portugueses no século XV, o áudio está em português do Brasil:






Fiquem com as sugestões de outros artigos e até a próxima!




LEIA TAMBÉM: A Espada Montante (Zweihander)



LEIA TAMBÉM: Biografia&Manuais: Dom Diogo Gomes de Figueiredo



LEIA TAMBÉM: Biografia&Manuais: O Rei Dom Duarte I E A Sua Obra de HEMA


segunda-feira, 1 de junho de 2020

A Regra dos 21 Pés de Tueller




Olá! Neste texto eu explanarei sobre a Regra dos 21 Pés de Tueller.





Quem Foi?

Dennis Tueller foi um sargento de polícia dos EUA que fez alguns experimentos e chegou a conclusão de que em apenas 1,5 segundo é possível alguém com arma branca (faca, machado, facão, espada) percorrer 6 metros e diminuir a distância entre ele e um atirador. O problema é que 1,5 segundo é o tempo que um bom atirador tem para sacar a sua arma e atirar duas vezes em um alvo!





A Regra em Si

No artigo traduzido por mim e publicado aqui no blog, foi exibido o resultado dos testes feito por Tueller e a conclusão dele.

A Regra dos 21 Pés de Tuller, diz que você atirador deve permanecer a uma distância mínima de 7 metros (21 Pés) de um possível agressor. Muitos desconhecem essa regra e acham que em um embate arma de fogo x arma branca a primeira sempre ganhará e o estudo de caso mostra que não.





Conclusão

Não subestime nunca uma faca ou espada!



Caso se interesse, existe um artigo de minha autoria onde eu traduzi o texto original do sargento Tueller, “How Close is Too Close?”. O link dele está aqui embaixo:



LEIA TAMBÉM: Quão Perto É Tão Perto?

sábado, 30 de maio de 2020

Quão Perto É Tão Perto?




Olá! Neste texto irei publicar em primeira mão uma tradução do famoso artigo do então sargento Dennis Tueller, artigo este publicado em Março de 1983 na SWAT Magazine. Neste artigo (“How Close is Too Close?”) é discutido pela primeira vez qual é a distância mínima de segurança que um policial possui em relação a um possível atacante com armas brancas. O resultado você confere abaixo e que deu origem a famosa Regra dos 21 Pés de Tueller!



Quão Perto É Tão Perto?


por Dennis Tueller


O "mocinho" com a arma contra o "bandido" com a faca (ou facão, machado, taco, ferro de passar, etc.). "Não há como disputar", você diz. "O homem com a arma não pode perder." Ou ele pode? Depende muito da habilidade dele com a arma e da proximidade do oponente.

Se, por exemplo, nosso herói atirar em seu possível atacante a uma distância de 20 metros, ele perde. Não é a luta, você entende, mas provavelmente a liberdade dele, porque ele quase certamente será acusado de assassinato. A única coisa que justifica que você atire em outro ser humano é a necessidade imediata de impedi-lo de tentar matar você (ou outra pessoa), lembra?

Se, por outro lado, nosso herói esperar para disparar até que seu atacante esteja a uma distância óbvia de ataque, ele ainda poderá perder. Seus tiros podem não impedir seu atacante instantaneamente o suficiente para impedi-lo de usar sua faca.

Então, qual é a resposta - quão perto está perto demais?

Considere isto. Quanto tempo leva para você sacar sua arma e colocar dois acertos centrais em um alvo do tamanho de um homem a sete metros? Aqueles de nós que aprenderam e praticaram técnicas adequadas de pistola diriam que um tempo de cerca de um segundo e meio é aceitável para essa prática.

> Com isso em mente, vamos considerar o que pode ser chamado de "Zona de Perigo" se você for confrontado por um adversário armado com uma arma afiada ou sem corte. A que distância esse adversário entra na sua Zona de Perigo e se torna uma ameaça letal para você?

Recentemente, fizemos alguns testes nesse sentido e descobrimos que um homem adulto saudável e médio pode cobrir a distância tradicional de sete jardas em um período de (você adivinhou) cerca de um segundo e meio. Seria seguro dizer que um atacante armado a 6 metros está bem dentro da sua Zona de Perigo.



  











Como a série de fotos ilustra, mesmo que seu desenho e suas fotos sejam perfeitos, você está cortando coisas muito perto (sem trocadilhos). E mesmo que seus tiros tirem o “vento das velas” (da embarcação) dele, seu impulso para a frente pode carregá-lo por cima de você, a menos que, é claro, você consiga sair do caminho dele. E se você for confrontado com mais de um agressor, as coisas realmente ficam complicadas. Então, o que uma pessoa que carrega uma pistola deve fazer?

Após analisar o problema, as seguintes sugestões vêm à mente: Primeiro, desenvolva e mantenha um nível saudável de alerta tático. Se você detectar os sinais de perigo com antecedência, provavelmente poderá evitar o confronto completamente. Uma retirada tática (hesito em usar a palavra "retirada") pode ser sua melhor aposta, a menos que você esteja ansioso para se envolver em um tiroteio e as conseqüentes dificuldades legais que certamente se seguirão.

Em seguida, se o seu "Sistema de Alerta Precoce" lhe disser que um possível confronto letal é iminente, você deve se colocar na melhor posição tática disponível. Você deve se mover tentando se proteger (se houver algum objeto por perto), sacar a sua arma e começar a planejar seu próximo movimento.

Por que usar uma cobertura, você pode se perguntar, se o atacante está usando apenas uma faca? Porque você quer dificultar que ele chegue até você. Qualquer coisa entre você e seu atacante (latas de lixo, veículos, móveis, etc.) que o atrapalha por mais tempo para você tomar as decisões apropriadas e, se necessário, mais tempo para dar seus tiros.

Eu sugiro que você puxe sua arma assim que o perigo existir claramente. Não faz sentido esperar até o último segundo possível para jogar o "Quick-Draw McGraw" se você reconhecer a ameaça logo no início. Além disso, a visão do seu "Equalizador" pode ser suficiente para encerrar a ação naquele momento.

O objetivo da pistola é parar as brigas, e se o faz deixando cair um bandido em suas trilhas ou fazendo com que ele dê meia-volta e corra, seu objetivo é alcançado, não é?

Nesse ponto, pode ser aconselhável emitir um desafio verbal, como "Pare", "Não se mexa" ou "Largue a arma!" Pode funcionar, e mesmo que não funcione, você estará desenvolvendo seu processo legal de autodefesa, mostrando que fez tudo o que pôde para impedir um tiroteio. Se tudo correr conforme o planejado, as chances são de que agora você não terá mais um problema, já que seu atacante lembrou que ele teve um compromisso mais premente em outro lugar.

Mas, como todos sabemos, as coisas raramente vão de acordo com o plano e as circunstâncias ideais descritas anteriormente provavelmente não são a norma. Por exemplo, se esse tonto tenta jogar sua faca (ou outra arma) em você, o que você faz então?

Realisticamente, atirar facas é uma espécie de truque circense que exige facas especialmente equilibradas e uma distância pré-medida do alvo. Basta dizer, no entanto, que se o atacante estiver dentro do alcance efetivo de arremesso, ele quase certamente terá invadido sua Zona de Perigo. Esse negócio de arremessar cria um problema de tempo, pois, se você atirar depois que ele jogou sua arma, poderá ter dificuldade em convencer um júri de que você disparou em legítima defesa, já que tecnicamente você não estava em risco se seu ex-atacante não estava mais na posse de uma arma mortal. Algo a considerar e apenas mais um motivo para usar a cobertura, se disponível e se o tempo permitir.

Em algum momento, é claro, apesar dos seus melhores esforços, você poderá descobrir que de repente, de perto, é vítima pretendida de algum assassino lunático. Se você é especialista em uma das muitas artes marciais, pode optar por fazê-lo corpo a corpo e, se estiver nessa categoria, não precisará de conselhos meus sobre como fazê-lo. Então, voltaremos ao uso da pistola para resolver o problema. O que tudo se resume agora é a sua capacidade de sacar sua pistola de maneira suave e rápida e acertar seu adversário, e fazer tudo reflexivamente. E a única maneira de desenvolver esses reflexos é através da prática consistente e repetitiva, prática, prática.

Pratique para que o movimento certo ocorra automaticamente.

Uma coisa que você deve praticar, com esse tipo de encontro em mente, é a técnica de retrocesso, na qual você dá um longo passo para trás enquanto faz o saque. Isso coloca mais um a três pés entre você e seu atacante, o que pode ser apenas o suficiente para fazer a diferença.

Lembre-se, quanto maior a sua habilidade com a sua arma, menor será sua Zona de Perigo, mas somente se essa habilidade for associada a um bom condicionamento mental, planejamento tático e alerta, porque nenhuma quantidade de habilidade será útil a menos que você saiba que você está com problemas.

Habilidade nos braços e atitude mental adequada. essa é a combinação que fará de você o vencedor de um "Encontro Imediato do Tipo Cortante".



Tradução feita a partir do artigo retirado de: http://www.theppsc.org/Staff_Views/Tueller/How.Close.htm, visitado em 18/05/2020

terça-feira, 26 de maio de 2020

Lança: Uma Introdução – Parte 3






Olá! Hoje eu falarei sobre o Pique: a evolução da lança!





Origens&Terminologia

O Pique, nada mais é do que uma lança com mais de 2 metros de comprimento. Uma lança para ser chamada assim, precisa ter entre 1 e 2 metros de comprimento, mais do que isso ele se chama “Pique”!





Utilidade

A partir do século XV d.C, as infantarias começaram a serem reestruturadas e no século seguinte (XVI d.C) elas se tornariam o coração dos exércitos europeus. Essa nova reestruturação teve as suas inspirações nas velhas formações de falanges e de legionários romanos e a principal arma utilizada por essa nova geração de infantaria foi justamente o pique. Sim, a infantaria ainda se valeria de armas como a lança e a espada, porém o pique era a arma mais utilizada, pois além de deter ataques de cavalaria, ainda por cima era boa para se manter outros soldados de infantaria distante por causa do comprimento da arma.
O pique não era uma arma indicada para se usar em cercos ou contra-cercos, apenas em campo aberto devido ao seu tamanho.






Decadência do Pique

O pique começou a deixar de ser utilizado à medida em que mosquetes e alabardas popularizaram-se entre os exércitos europeus. Os séculos XVII e XVIII viram o fim do pique como arma-padrão dos exércitos, sobretudo da infantaria.





Bom, eu espero que essa postagem tenha sido proveitosa para você! Fiquem com Deus e até a próxima!




LEIA TAMBÉM: Lança: Uma Introdução




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quinta-feira, 21 de maio de 2020

Análise do Livro: Tonfá




Olá! Neste artigo eu irei analisar o livro “Tonfá” de autoria de J.R.R Abrahão e Ricardo Nakayama e junto com as análises dos livros “Filosofia do Combate” e “Defesa com Facas”, finalizar o parecer desses tesouros literários das artes marciais!

Capa do livro "Tonfá".






O Livro

“Tonfá” foi escrito e publicado no início do século XXI, assim como os outros dois livros já citados. Ele está disponível em formato *.pdf e é gratuito.

O livro em si trata das técnicas usando a tonfá, mas não apenas isso: os textos dão subsídios para que agentes da lei saibam como, quando e de que maneira se deve utilizar a ferramenta. A parte tática da arma e também de como se deve abordar um suspeito é levantada no livro!





Tipo de Público

Recomendado para todo aquele que trabalha com segurança, seja privado, patrimonial ou mesmo como policial, mas nada impede que cidadãos comuns o leia e tire proveito do mesmo, afinal como já dito, o livro aborda também táticas muito úteis em diversas situações e cenários!





Conclusão

Recomendo esse livro, assim como os outros dois! Juntos eles formam um tesouro inestimável na formação de um “guerreiro brasileiro do século XXI”!




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Da Poliorcértica




“Poliorcértica” é uma palavra com origem no grego clássico, significando “cerco de cidades”. O termo ficou famoso na pessoa do rei Demétrio, o Poliocértes (“o que cerca cidades”), que em alguns meses conquistou centenas de cidades durante a Guerra dos Diádocos, sendo parado apenas nas muralhas de Rodes (onde os rodianos mais tarde fundariam o famoso Colosso de Apolo para comemorar a vitória sobre Demétrio)! A poliocértica é a ciência de cercar e contra-cercar uma cidade!

Antes mesmo de o termo ser cunhado pelos gregos antigos (ou helenos) a poliocértica já era praticada pelas mais diversas civilizações da Idade Antiga. Na Bíblia Sagrada vemos bastante cercos, principalmente nos livros chamados “Históricos”, que narra o período dos Juízes e dos Reis.

Na história do Ocidente, tivemos diversos comandantes militares que praticaram a poliocértica, porém os mais famosos são: Caio Júlio César e Sebastien de Vauban. O arquiteto militar à serviço do rei Luís XIV é o menos conhecido dos dois e viveu durante o século XVII e foi o responsável por construir fortes abaluartados à italiana nos limites do então Reino da França, transformando o país em um local impenetrável para invasores da Casa Habsburgo!





Caio Júlio César

O mais conhecido, César ficou famoso como bom em poliocértica por causa do Cerco de Alésia, onde com uns 70 mil homens, enfrentou mais de 300 mil celtas (gauleses) e prevaleceu por causa da ciência da qual discutimos nesse artigo! César ao cercar Alésia (uma cidade no topo de uma rocha íngreme) ordenou que uma muralha fosse construída nos arredores da cidade, para impedir os celtas chefiados pelo lendário Vercingetórix de fugirem!

Ao perceber que estava caíndo em uma armadilha, o chefe dos celtas enviou os seus cavaleiros (antes que a muralha de César fosse concluída) para pedir reforços. Sabendo que os celtas acudiriam a Vercingetórix, o procônsul romano ordenou então que uma segunda muralha fosse construída, mas dessa vez pelo “lado de fora”, criando um gigantesco cinturão defensivo que protegeria os romanos tanto de ataques vindo de Alésia, quanto por ataques oriundos de fora!

No primeiro livro do Comentário das Guerras Gálicas, vemos que para impedir os Helvécios de invadir a Gália (mais precisamente o território dos Héduos e Sequanos) César ordenou que uma muralha fosse construída em uma das margens do Rio Ródano, para controlar e impedir os já citados helvécios de assentarem-se na Gália (e funcionou).





Voltando Para Alésia

O cinturão defensivo construído pelas legiões de César conseguiram concluir todo o circuito (que contava com um fosso e com armadilhas) à tempo dos reforços celtas chegarem. Não falarei sobre os detalhes da Batalha de Alésia para não desfocarmos do tema deste texto, mas por causa do conhecimento em poliocértica e da aplicação do mesmo, os romanos acabaram tendo condições de se equipararem aos celtas e os derrotarem, concluindo a Conquista das Gálias!

Eu recomendo a leitura do livro “Comentários das Guerras das Gálias”, ele é gratuito e pode ser baixado na internet. Lá você saberá maiores detalhes das campanhas e do Cerco à Alésia.

Cerco de Alésia






Ingredientes dos Cercos

Todo cerco ou contra-cerco possui como principal componente (ou ingrediente) as máquinas de cerco e contra-cerco. São muitas máquinas de cerco e contra-cerco, de maneira que citarei apenas três: as torres de assalto, o trebuchet (trabuco) e a catapulta. As máquinas receberão um artigo próprio, aguardem!

Por agora basta sabermos que os maiores inventores de armas de cerco e contra-cerco da Idade Antiga, foram: Hero de Alexandria e Arquimedes de Siracusa.



Conclusão

Bom pessoal, eu espero que esse assunto introdutório tenha aguçado a curiosidade dos senhores! Fiquem com Deus e até a próxima!

quinta-feira, 7 de maio de 2020

Grandes Pestes do Passado!




Olá! Neste artigo iremos falar sobre três grandes pragas do passado. Nestes tempos de coronavírus (Covid-19) é sempre bom relembrar outras pandemias que assolaram a humanidade!



Praga Antonina (165-180)

Esta praga tem uma história interessante: logo após Marco Aurélio e Lúcio Vero subirem ao poder (161) os partos declararam guerra contra Roma. Lúcio Vero á frente de algumas legiões foi para o Oriente e lá, combateu os partos, derrotando-os e saqueando a capital deles, Ctesiphon. Os legionários que retornaram de lá trouxeram consigo esta praga que infectou milhões de pessoas, ceifando a vida de aproximadamente 5 milhões de pessoas! Pelas descrições que autores antigos fizeram da moléstia, a Praga Antonina é a doença que hoje em dia chamamos de varíola. Essa doença foi a responsável por deixar as Legiões Romanas sem oficiais e soldados experientes o que ocasionou o enfraquecimento da Defesa Romana e certamente facilitou aos bárbaros invadirem o Império (o reinado de Marco Aurélio foi uma guerra contínua contra os quados e marcomanos).


Vírus que causa a Varíola.






Praga Justiniana (541-542)

É desconhecida as origens dessa praga. O que se sabe é que ela ocorreu justamente no meio do longo reinado de Justiniano (527-565) e que ceifou entre 30 e 50 milhões de vidas! As mortes no Império Romano (do Oriente) foram tantas que o imperador para continuar financiando as suas campanhas militares, outorgou uma lei em que estabelecia que se um proprietário de terras morresse junto com toda a sua parentela, o vizinho dele deveria pagar impostos em seu lugar! Pelas descrições feitas na época, a tal Praga Justiniana era a famigerada peste bubônica (que é causada pela bactéria Yersinia Pestis).





Peste Negra (1331-1353)

Por muito tempo essa pandemia ficou com as suas origens envolta em mistérios, porém há algumas décadas atrás, pesquisas sérias desvendaram as origens dessa peste: os genoveses tinham um entreposto comercial na região da Criméia. Os mongóis da Horda Dourada (um dos khanatos que sucederam a Gengis Khan) estavam em guerra contra os genoveses pela posse da região e como o cerco ia mal para eles, os mongóis então tiveram uma idéia inovadora para a época: lançaram corpos de soldados mortos por uma estranha praga que assolava as forças mongólicas através das suas armas de cerco por cima das muralhas dos genoveses! Algumas semanas depois, toda a colônia estava infestada pela praga e os genoveses remanescentes, decidiram escapar dali e levaram a praga para a cidade de Gênova. Da cidade italiana, a peste foi se propagando para outros locais e infectou praticamente toda a Europa! Os ratos e as pulgas foram os responsáveis por espalharem a doença que encontrou o seu caminho em meio á uma Europa com hábitos de higiene não adequados. Especula-se que em duas décadas a peste bubônica (Yersinia Pestis) tenha ceifado ao menos 200 milhões de pessoas!


Yersinia Pestis.






Bom pessoal, eu espero que tenham aprendido que esta não é a primeira e nem será a última vez em que pandemias assolam a humanidade! Fiquem com Deus e até a próxima!

Eu fiz um vídeo sobre Grandes Pestes do Passado, ele está em áudio de português do Brasil:


terça-feira, 5 de maio de 2020

A Barba ao Longo da História Marcial




Olá! Hoje veremos sobre como era a relação dos guerreiros com a barba ao longo da história Ocidental!





Helenos e Macedônios

Os helenos (gregos) costumavam ir para a batalha com barbas elaboradas, pois o homem helenístico orgulhava-se de ter e ostentar barba. Os exércitos de hoplitas formados por cidadãos eram em sua maioria, barbados.

Entre os macedônios a coisa já não era bem assim: Alexandre, o Grande, ordenava aos seus homens que fizessem a barba regularmente para evitar que os inimigos agarrassem os pelos durante as batalhas. Resultado é que o costume de se barbear espalhou-se pelos mais diversos cantos do mundo.





Romanos

Entre os romanos, fazia-se a barba por razões religiosas: quando completava dezessete anos (maioridade romana), os homens faziam a barba pela primeira vez e ofertavam os pelos ao deus da masculinidade, Falos. Por essa razão e também por adotarem a cultura helenística de Alexandre, os romanos (as legiões) faziam a barba constantemente: era a norma ficar de rosto limpo.

Durante o século III d.C a medida em que mais bárbaros entravam nas legiões e a Cultura do Oriente (dos partos e dos persas) influenciava Roma, os legionários tornavam-se mais barbados. A partir da segunda metade do século IV d.C, o número de barbados na Legião aumentou vertiginosamente devido aos muitos bárbaros que a ingressavam através do sistema de Federação.





Reinos Bárbaros e Estados Nacionais

Entre os bárbaros que conquistaram a parte Ocidental de Roma, a barba variava bastante entre os soldados: alguns usavam e outros não. Dependia muito da época e do indivíduo sendo o mesmo dito em relação aos Estados Nacionais que surgiram a partir do século XII d.C.





Primeira Guerra Mundial

Durante a 1ª Guerra Mundial, inicialmente os homens iam para o combate barbados ou ostentando bigodes, porém com o uso massivo de gás por parte dos alemães (principalmente a partir de 1915) máscaras foram desenvolvidas para proteger os homens e a sua eficácia aumentava no caso de o indivíduo que a usasse estivesse de barba feita. Por isso a partir de 1915, os exércitos do Ocidente passaram a fazerem a barba regularmente, tradição essa que prossegue até aos dias atuais!





Conclusão

Eu espero que você tenha se divertido com essa breve viagem que fizemos pela história do Ocidente! Fiquem com Deus e até a próxima!


Eu fiz um vídeo falando sobre o assunto, ele está com o áudio em português do Brasil:


Uma Conversa Franca Sobre Desarmamento




Olá! Neste texto iremos abordar a necessidade de se estar armado para um eventual combate.





Princípio

Historicamente falando no Ocidente, o acesso às armas sempre foi algo permitido pela Lei. Somente em tempos recentes (anos 90 do século XX em diante) é que os Governos estão desarmando as suas populações, o que tem aumentado a criminalidade, pois os bandidos não respeitam leis e continuam armados enquanto que o cidadão de bem, seguidor das leis, encontra-se desarmado. Mas existe uma brecha na Lei: as armas brancas!

Você pode me perguntar: -“Por que eu andaria armado com uma arma branca?”. Eu te respondo: o corpo humano não foi feito para dar e resistir a pancadas, tanto que ele precisa ser condicionado para tanto e mesmo assim existem limites. Uma arma branca (ou mesmo de fogo) potencializa a ação defensiva que você poderá ter no caso de sofrer uma agressão injusta.





Ocidente x Oriente

O desarmamento foi verificado primeiro no Oriente: em países como Coréia, China e Japão, em momentos diferentes os Governos localizados nos mencionados países desarmaram ou desestimulavam as pessoas a terem armas, exceto quem pertencia a uma casta guerreira ou era um soldado à serviço do Governo! O caso mais famoso é o do Japão Feudal, onde o shogun Toyotomi Hideyoshi desarmou a população estabelecendo que apenas os samurais poderiam ter e portar armas. Isso não te lembra o Estatuto do Desarmamento aqui no Brasil? O irônico é que o referido shogun invadiu a Coréia pouco depois e causou milhares de mortes, além de ter devastado aquele país. Quem criou o Projeto de Lei que viria a se transformar no Estatuto do Desarmamento foi um certo Gerson Camata, um homem que foi assassinado por uma arma de fogo ilegal (sem registro) em Dezembro de 2018 e que respondia processo por supostamente receber propina da empreiteira Odebrecht! Quem sancionou o Estatuto do Desarmamento? Foi o Lula, conhecido por seus crimes de corrupção!

O que eu quero dizer é que todo desarmamentista é criminoso em sua índole e que desarmam a população não por se importarem com o Povo, mas sim para garantirem que os seus planos malignos se concretizarão e que ninguém revidará as ações malignas deles.





Cultura

O Desarmamento, muito mais do que uma Lei é uma Cultura, há décadas somos bombardeados com uma Contra-Cultura que visa tornar todos nós pessoas dóceis e submissas não para as pessoas que amamos, mas sim com pessoas que tentam nos furtar em alguma coisa (dignidade, dinheiro, vida...).

O famoso “não reaja” por exemplo é parte dessa Contra-Cultura.





Conclusão

Arme-se. Eu recomendaria que o fizesse dentro da Lei. Escolha uma arma (faca, bastão retrátil, um taco, um kubotan, um facão, uma arma de fogo legalizada...), treine bastante com ela e crie dentro de si a Cultura do Guerreiro, uma Cultura de Pastor, isto é, uma Cultura de proteger o teu rebanho (aqueles que você ama), mesmo que eles não te entendam ou digam que você está “propagando a violência”: são ovelhas balindo, lembre-se de que você é o Pastor e os que você ama são as ovelhas.