quarta-feira, 13 de maio de 2020

Análise do Livro: Defesa com Facas



Olá! Neste texto irei analisar o livro “Defesa com Facas”, escrito por J.R.R Abrahão (que escreveu o livro “Filosofia do Combate”, que eu já analisei aqui), Ricardo Nakayama e Pedro Cavalcanti. Este foi o primeiro material escrito em língua portuguesa no Brasil (publicado entre 2002 e 2003) a falar do tema e é referência no estudo da luta e defesa envolvendo facas: ele é gratuito e pode ser baixado na internet.





O Livro

O material é bem didático com linguagem simples, objetiva e direta, tendo fotos e ilustrações que demonstram as técnicas e complementam o texto, o que facilita e aumenta o aprendizado!

O livro se preocupa em não apenas ensinar técnicas de luta e defesa com facas, mas também fornece subsídios morais e intelectuais para que pessoas comuns e praticantes de artes marciais possam portar facas sem problemas de consciência: a parte legal envolvendo o porte de faca também foi apresentada no livro.





Conclusão

O livro é obrigatório para quem deseja aprender sobre luta e defesa com facas e mesmo os que como eu já são introduzidos na Defesa com Facas, existe muito o que se aproveitar das técnicas e reflexões que o livro oferece: eu levei cerca de quatro anos para aprender a lutar com facas de maneira auto-didata com o auxílio de artigos e vídeos; com o livro Defesa com Facas em apenas três meses de leitura e prática eu aprendi de novo o que eu já sabia e descobri novas coisas com relação a essa prática marcial!

Eu sugiro que baixe, leia e pratique os ensinamentos do livro e ficarás preparado para defenderes a tua vida com facas e de ataques envolvendo facas!



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sábado, 9 de maio de 2020

A Posta Tutta Porta di Ferro




O significado de “Posta Tutta Porta di Ferro” é: Posta=Posição/Guarda; Tutta Porta=Portão Completo/Maciço; Ferro=Ferro. Em uma tradução literal significaria algo como: “Posição/Guarda do Portão de Ferro Completo/Maciço”. Por questão de elegância, vou designar em português essa guarda como: Posição/Guarda do Portão de Ferro Maciço.



Essa guarda serve para defesa e é a primeira das Doze Guardas da Espada Longa que é descrita no tratado Florum Duellatorum. Vejamos o que lá está escrito:



A Primeira [das doze guardas] é o Portão de Ferro Maciço, que permanece em grande resistência. Ela é boa para esperar por todas as armas de mão: as longas, as curtas e se ela tem uma boa espada, não é tão longa. Ela passa como uma capa que vai se fechando. Ela troca as estocadas e coloca as dela. Além disso ela contra-ataca saliente ao chão e a cada golpe que ela faz, sempre vai com uma passada. E quem usa esta grande defesa faz isso sem se cansar.


A Posta Tutta Porta di Ferro com espada longa.




Assim como a Posta di Fenestra (Posição/Guarda da Janela) a Posta Tutta Porta di Ferro (Posição/Guarda do Portão de Ferro Maciço) pode ser utilizada com espada longa, mas também em lutas envolvendo a lança. Vejamos o que está escrito sobre esta guarda com relação á lança:



Eu estou em posição de vencer rapidamente a lança do adversário, ou seja: eu passo com o pé direito saindo do caminho e cruzando a lança, atingindo o lado esquerdo (dele). Se eu o passar e o atingir ao fazer isso, eu machuco o oponente e isso é algo que não é possível falhar.



A Posta Tutta Porta di Ferro usado com lança.





Bom pessoal é isso! Caso tenham interesse, eu já publiquei um artigo sobre a Posta di Fenestra e sobre a Biografia de Fiore dei Liberi (caso desejem saber quem é este espetacular mestre da esgrima e de outras artes marciais!), fiquem com Deus e até mais!



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quinta-feira, 7 de maio de 2020

Grandes Pestes do Passado!




Olá! Neste artigo iremos falar sobre três grandes pragas do passado. Nestes tempos de coronavírus (Covid-19) é sempre bom relembrar outras pandemias que assolaram a humanidade!



Praga Antonina (165-180)

Esta praga tem uma história interessante: logo após Marco Aurélio e Lúcio Vero subirem ao poder (161) os partos declararam guerra contra Roma. Lúcio Vero á frente de algumas legiões foi para o Oriente e lá, combateu os partos, derrotando-os e saqueando a capital deles, Ctesiphon. Os legionários que retornaram de lá trouxeram consigo esta praga que infectou milhões de pessoas, ceifando a vida de aproximadamente 5 milhões de pessoas! Pelas descrições que autores antigos fizeram da moléstia, a Praga Antonina é a doença que hoje em dia chamamos de varíola. Essa doença foi a responsável por deixar as Legiões Romanas sem oficiais e soldados experientes o que ocasionou o enfraquecimento da Defesa Romana e certamente facilitou aos bárbaros invadirem o Império (o reinado de Marco Aurélio foi uma guerra contínua contra os quados e marcomanos).


Vírus que causa a Varíola.






Praga Justiniana (541-542)

É desconhecida as origens dessa praga. O que se sabe é que ela ocorreu justamente no meio do longo reinado de Justiniano (527-565) e que ceifou entre 30 e 50 milhões de vidas! As mortes no Império Romano (do Oriente) foram tantas que o imperador para continuar financiando as suas campanhas militares, outorgou uma lei em que estabelecia que se um proprietário de terras morresse junto com toda a sua parentela, o vizinho dele deveria pagar impostos em seu lugar! Pelas descrições feitas na época, a tal Praga Justiniana era a famigerada peste bubônica (que é causada pela bactéria Yersinia Pestis).





Peste Negra (1331-1353)

Por muito tempo essa pandemia ficou com as suas origens envolta em mistérios, porém há algumas décadas atrás, pesquisas sérias desvendaram as origens dessa peste: os genoveses tinham um entreposto comercial na região da Criméia. Os mongóis da Horda Dourada (um dos khanatos que sucederam a Gengis Khan) estavam em guerra contra os genoveses pela posse da região e como o cerco ia mal para eles, os mongóis então tiveram uma idéia inovadora para a época: lançaram corpos de soldados mortos por uma estranha praga que assolava as forças mongólicas através das suas armas de cerco por cima das muralhas dos genoveses! Algumas semanas depois, toda a colônia estava infestada pela praga e os genoveses remanescentes, decidiram escapar dali e levaram a praga para a cidade de Gênova. Da cidade italiana, a peste foi se propagando para outros locais e infectou praticamente toda a Europa! Os ratos e as pulgas foram os responsáveis por espalharem a doença que encontrou o seu caminho em meio á uma Europa com hábitos de higiene não adequados. Especula-se que em duas décadas a peste bubônica (Yersinia Pestis) tenha ceifado ao menos 200 milhões de pessoas!


Yersinia Pestis.






Bom pessoal, eu espero que tenham aprendido que esta não é a primeira e nem será a última vez em que pandemias assolam a humanidade! Fiquem com Deus e até a próxima!

Eu fiz um vídeo sobre Grandes Pestes do Passado, ele está em áudio de português do Brasil:


Análise do Livro: Filosofia do Combate




Olá! Como está no título eu estarei analisando em primeira mão o livro Filosofia do Combate, de autoria de J.R.R Abrahão, um livro que considero importante para quem deseja se tornar um guerreiro não apenas no corpo, mas também na alma!


Capa do livro Filosofia do Combate.





Um Pouco Sobre o Livro

O livro Filosofia do Combate foi escrito entre os anos de 2003 e 2004 sendo publicado pela Editora Supervirtual, que já havia publicado outros títulos do autor (“Tonfá” e “Defesa Com Facas” que em breve serão analisados por aqui no Blog, aguarde!). O livro é gratuito e encontra-se disponível para download sendo ele em formato *.pdf.





O Livro Em Si

O livro visa formar um cidadão comum (independente de religião e gradiente político) em uma pessoa com a mentalidade correta de um guerreiro (atenção: guerreiro, não um briguento ou encrenqueiro!) que sempre está pronto para as adversidades do dia-a-dia que a criminalidade nos impõe!

Por toda parte encontram-se vastas citações que personagens ilustres e não-ilustres fizeram ao longo da História. É exibido a princípio, como o desarmamento sempre ocorre antes de um genocídio: essas informações são colocadas em gráficos com citação de fontes!

O autor alerta (isso entre 2003 e 2004) como a política de desarmamento da população civil é fraudulenta e que apenas pioraria a situação da segurança pública/individual, o que se provou correto mais de quinze anos depois.



O autor também expõe o Semáforo de Cores, uma ferramenta extremamente útil para quem deseja ser prevenido, além de comentar sobre a personalidade dos criminosos e como eles são maléficos para a Sociedade de bem.

Alguns capítulos são inspirados nas características desejadas á um bom combatente: Vigilância, Decisão, Agressividade, Velocidade, Frieza, Crueldade e Surpresa. Ao todo são treze capítulos onde além das características citadinas, também são abordados outros aspectos intelectuais e sociais que permeiam a segurança pública e a segurança individual.





Contras

Eu tenho dois contras: o primeiro é o fato de que algumas informações estão desatualizadas, o que é normal vindo de um e-book escrito entre 2003 e 2004, porém a segunda coisa que eu tenho contra este livro é a citação reproduzida de autoria de Carlos Marighela, um conhecido terrorista de Esquerda que ceifou vidas e que visava impor uma Ditadura Marxista aos moldes de Cuba aqui no Brasil! Marighela é o autor do polêmico tratado “O Mini-Manual do Guerrilheiro Urbano” onde ensina sequestros, como fazer bombas, como e porque torturar dissidentes...





Conclusão

Apesar dos contras é um livro indispensável para brasileiros e falantes de língua portuguesa por causa do bom embasamento e da proposta de criar em nós, pessoas comuns, a cultura do guerreiro! Muito do que o autor escreveu no livro, este que vos escreve já praticou e pratica no seu dia-a-dia: se eu tivesse lido esse livro, Filosofia do Combate, há uns dez ou quinze anos atrás, a minha vida teria tomado outro rumo...



Por isso eu o recomendo: leitura gostosa, texto objetivo, linguagem clara e direta além de dados com citações de fontes, além de um compêndio de artigos estimulando o cidadão comum e de bem, a estudar assuntos correlatos á segurança individual.

Eu o li em quatro dias, respeitando o tempo necessário para análise de dados e fatos, além de meditação em cima do que era lido.


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quarta-feira, 6 de maio de 2020

A Posta di Fenestra




“Posta di Fenestra” traduzindo do italiano medieval, significaria algo como “Postura/Guarda da Janela” (Posta=Posição, guarda; Fenestra=Janela). Essa posição pode ser utilizada com espada longa e com lança e é assim descrita no manual Flos Duellatorum:



Esta é a Posição/Guarda da Janela, que está sempre pronta para malícia e truques. Ela é mestra em proteger e ferir. Ela testa/experimenta com todas as guardas: tanto as altas guardas como as guardas baixas. E de uma guarda para a outra ela costuma ir enganando o companheiro. Colocando grandes estocadas e sabendo como quebrar e trocar esses jogos ela pode fazê-lo bem.



Posta di Fenestra



Essa é a descrição encontrada no manual Florum Duellatorum á respeito da Posição/Guarda da Janela. E lembrando que ela pode ser utilizada não apenas com espada longa, mas também com a lança (onde ela pode ser utilizada para defender e contra-atacar)! Vejamos o que o texto diz sobre a Posta di Fenestra utilizada pela lança:



Sou a nobre Posta di Fenestra à Direita, que quando estou batendo e ferindo estou sempre pronta, e uma lança longa me incomoda pouco. Também com a espada eu pude esperar a lança longa, permanecendo nesta guarda que repele todos os golpes (de estocadas) e os retarda. E eu posso trocar golpes e derrubá-los ao chão sem possibilidade de falhar.


Posta di Fenestra sendo usada com Lança.




Fiquem com Deus e até a próxima!


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terça-feira, 5 de maio de 2020

A Barba ao Longo da História Marcial




Olá! Hoje veremos sobre como era a relação dos guerreiros com a barba ao longo da história Ocidental!





Helenos e Macedônios

Os helenos (gregos) costumavam ir para a batalha com barbas elaboradas, pois o homem helenístico orgulhava-se de ter e ostentar barba. Os exércitos de hoplitas formados por cidadãos eram em sua maioria, barbados.

Entre os macedônios a coisa já não era bem assim: Alexandre, o Grande, ordenava aos seus homens que fizessem a barba regularmente para evitar que os inimigos agarrassem os pelos durante as batalhas. Resultado é que o costume de se barbear espalhou-se pelos mais diversos cantos do mundo.





Romanos

Entre os romanos, fazia-se a barba por razões religiosas: quando completava dezessete anos (maioridade romana), os homens faziam a barba pela primeira vez e ofertavam os pelos ao deus da masculinidade, Falos. Por essa razão e também por adotarem a cultura helenística de Alexandre, os romanos (as legiões) faziam a barba constantemente: era a norma ficar de rosto limpo.

Durante o século III d.C a medida em que mais bárbaros entravam nas legiões e a Cultura do Oriente (dos partos e dos persas) influenciava Roma, os legionários tornavam-se mais barbados. A partir da segunda metade do século IV d.C, o número de barbados na Legião aumentou vertiginosamente devido aos muitos bárbaros que a ingressavam através do sistema de Federação.





Reinos Bárbaros e Estados Nacionais

Entre os bárbaros que conquistaram a parte Ocidental de Roma, a barba variava bastante entre os soldados: alguns usavam e outros não. Dependia muito da época e do indivíduo sendo o mesmo dito em relação aos Estados Nacionais que surgiram a partir do século XII d.C.





Primeira Guerra Mundial

Durante a 1ª Guerra Mundial, inicialmente os homens iam para o combate barbados ou ostentando bigodes, porém com o uso massivo de gás por parte dos alemães (principalmente a partir de 1915) máscaras foram desenvolvidas para proteger os homens e a sua eficácia aumentava no caso de o indivíduo que a usasse estivesse de barba feita. Por isso a partir de 1915, os exércitos do Ocidente passaram a fazerem a barba regularmente, tradição essa que prossegue até aos dias atuais!





Conclusão

Eu espero que você tenha se divertido com essa breve viagem que fizemos pela história do Ocidente! Fiquem com Deus e até a próxima!


Eu fiz um vídeo falando sobre o assunto, ele está com o áudio em português do Brasil:


Uma Conversa Franca Sobre Desarmamento




Olá! Neste texto iremos abordar a necessidade de se estar armado para um eventual combate.





Princípio

Historicamente falando no Ocidente, o acesso às armas sempre foi algo permitido pela Lei. Somente em tempos recentes (anos 90 do século XX em diante) é que os Governos estão desarmando as suas populações, o que tem aumentado a criminalidade, pois os bandidos não respeitam leis e continuam armados enquanto que o cidadão de bem, seguidor das leis, encontra-se desarmado. Mas existe uma brecha na Lei: as armas brancas!

Você pode me perguntar: -“Por que eu andaria armado com uma arma branca?”. Eu te respondo: o corpo humano não foi feito para dar e resistir a pancadas, tanto que ele precisa ser condicionado para tanto e mesmo assim existem limites. Uma arma branca (ou mesmo de fogo) potencializa a ação defensiva que você poderá ter no caso de sofrer uma agressão injusta.





Ocidente x Oriente

O desarmamento foi verificado primeiro no Oriente: em países como Coréia, China e Japão, em momentos diferentes os Governos localizados nos mencionados países desarmaram ou desestimulavam as pessoas a terem armas, exceto quem pertencia a uma casta guerreira ou era um soldado à serviço do Governo! O caso mais famoso é o do Japão Feudal, onde o shogun Toyotomi Hideyoshi desarmou a população estabelecendo que apenas os samurais poderiam ter e portar armas. Isso não te lembra o Estatuto do Desarmamento aqui no Brasil? O irônico é que o referido shogun invadiu a Coréia pouco depois e causou milhares de mortes, além de ter devastado aquele país. Quem criou o Projeto de Lei que viria a se transformar no Estatuto do Desarmamento foi um certo Gerson Camata, um homem que foi assassinado por uma arma de fogo ilegal (sem registro) em Dezembro de 2018 e que respondia processo por supostamente receber propina da empreiteira Odebrecht! Quem sancionou o Estatuto do Desarmamento? Foi o Lula, conhecido por seus crimes de corrupção!

O que eu quero dizer é que todo desarmamentista é criminoso em sua índole e que desarmam a população não por se importarem com o Povo, mas sim para garantirem que os seus planos malignos se concretizarão e que ninguém revidará as ações malignas deles.





Cultura

O Desarmamento, muito mais do que uma Lei é uma Cultura, há décadas somos bombardeados com uma Contra-Cultura que visa tornar todos nós pessoas dóceis e submissas não para as pessoas que amamos, mas sim com pessoas que tentam nos furtar em alguma coisa (dignidade, dinheiro, vida...).

O famoso “não reaja” por exemplo é parte dessa Contra-Cultura.





Conclusão

Arme-se. Eu recomendaria que o fizesse dentro da Lei. Escolha uma arma (faca, bastão retrátil, um taco, um kubotan, um facão, uma arma de fogo legalizada...), treine bastante com ela e crie dentro de si a Cultura do Guerreiro, uma Cultura de Pastor, isto é, uma Cultura de proteger o teu rebanho (aqueles que você ama), mesmo que eles não te entendam ou digam que você está “propagando a violência”: são ovelhas balindo, lembre-se de que você é o Pastor e os que você ama são as ovelhas.