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quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Meditação: Por que Fazer?

 


 

A meditação que eu defendo não é aquela em que a pessoa fica sentada e com as pernas cruzadas. Na verdade eu me refiro a tirar um tempo para que se possa ficar sozinho e poder se analisar internamente.

De maneira ignorante, fomos forçados a imaginar que a meditação só pode ser feita sentada: ledo engano! A posição zazen teria sido ensinada pelo lendário Bodidharma, porém a meditação que ele supostamente ensinou aos monges de Shaolin não é a única maneira de se meditar.

 

 

Método

·        Primeiramente: nada de ficar sentado e com as pernas cruzadas! Você deve ficar em uma posição confortável e que te permita raciocinar com calma.

·        Segundo: após encontrar a sua posição ideal, você deverá ordenar o seu pensamento; se você tem pensamentos acelerados, você deverá acalmá-los e coloca-los em ordem. Uma coisa: não esvazie a sua mente, isso é besteira, a mente precisa estar bem-ordenada e não vazia.

·        Terceiro: após seguir os passos anteriores, comece a olhar para dentro de você: observe os seus medos, a sua vaidade, as suas dores internas e também as suas virtudes! Olhar para dentro de si é algo que a primeira vista é ruim, pois você está se conhecendo, porém você crescerá bastante como indivíduo e com o tempo se acostumará em ser confrontado.

 

 

Conclusão

Termino dizendo que meditação não é “coisa de oriental”, mas sim coisa de uma pessoa que deseja se auto aprimorar!

 

Fiquem com Deus e até a próxima!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Pode Um Cristão Ser Um Guerreiro?

 


 

Olá! Eu recebo quase que diariamente visitas de diversos locais do mundo neste blog. Nunca me perguntaram sobre cristãos armados, porém eu resolvi me antecipar a essa questão e escrever sobre isso.

 

 

Introdução

De forma direta eu respondo a pergunta do título deste artigo: pode e deve! Mas antes de me acusar sobre ser um cara violento, eu digo que você deveria ler todo o meu texto para então tomar a decisão de refutá-lo ou não.

 

 

Cristãos Armados?

"Então Jesus lhes perguntou: ‘Quando eu os enviei sem bolsa, saco de viagem ou sandálias, faltou-lhes alguma coisa?’ ‘Nada’, responderam eles.

Ele lhes disse: ‘Mas agora, se vocês têm bolsa, levem-na, e também o saco de viagem; e se não têm espada, vendam a sua capa e comprem uma.

Está escrito: ‘E ele foi contado com os transgressores’; e eu lhes digo que isto precisa cumprir-se em mim. Sim, o que está escrito a meu respeito está para se cumprir’.

Os discípulos disseram: ‘Vê, Senhor, aqui estão duas espadas’. ‘É o suficiente!’, respondeu ele." - Lucas 22:35-38 NVI

 

A Bíblia Sagrada é o manual de Fé do cristão: nada, nenhum ensino pode ser maior do que ela. Nenhuma profecia pode anular o que nela está escrita. Nenhum líder/chefe religioso pode acrescentar ou retirar algo dela, sob pena de ser amaldiçoado (Apocalipse 22.18-19)!

 

A Bíblia Sagrada nos dá essa ordem e que partiu da boca do próprio Jesus em pessoa! Em muitas bíblias está escrito no verso 38 do capítulo 22 de Lucas: “basta”, porém na NVI o termo já vem corrigido para “é o suficiente” que é a tradução mais correta. Isso já encerraria a pergunta-título deste texto, porém é necessário formular um corpo bíblico de moral que envolva a auto-defesa do cristão. Vamos a esse corpo?

 

 

Auto-Defesa

Em Êxodo 22.2-3 está escrito:

Se o ladrão que for pego arrombando for ferido e morrer, quem o feriu não será culpado de homicídio, mas se isso acontecer depois do nascer do sol, será culpado de homicídio. Um ladrão terá que restituir o que roubou, mas se não tiver nada, será vendido para pagar o roubo.

 

Vemos aqui que desde o Antigo Testamento, Deus dava ao Seu Povo o Direito de Defender a sua propriedade privada! Se o assalto fosse de noite, o hebreu poderia matar o assaltante que diante de Deus não haveria a culpa do sangue!

 

Isso teoricamente vai contra o que está escrito em Mateus 5.10-12:

 

‘Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, pois deles é o Reino dos céus.’

‘Bem-aventurados serão vocês quando, por minha causa os insultarem, perseguirem e levantarem todo tipo de calúnia contra vocês.

Alegrem-se e regozijem-se, porque grande é a recompensa de vocês nos céus, pois da mesma forma perseguiram os profetas que viveram antes de vocês’.

 

Porém lendo o texto de maneira mais atenta, vemos que os termos, “insultarem” e “calúnia” são utilizados na parte central do texto. Ou seja: agressões verbais! Em outras palavras: se formos agredidos verbalmente, devemos nos regozijar! Note que em momento algum o texto fala de agressão física. Ou seja: você não pode agredir uma pessoa que te insultou por causa da Fé! Você deve suportar e até ficar feliz por isso! Porém subentende-se em Lucas 22.36 que devemos cuidar de nossa defesa pessoal quando somos ameaçados fisicamente.

Baseado na Bíblia Sagrada, devemos nos abster de responder ofensas verbais e somente responder a violências físicas quando elas se processarem.

 

Além disso, a Bíblia estimula homens a serem os defensores de sua casa:

 

Maridos, amem suas mulheres, assim como Cristo amou a igreja e entregou-se a si mesmo por ela– Efésios 5.25

 

Devemos dar a nossa vida por nossas esposas como oferta agradável ao Senhor! E se estivermos armados, melhor ainda!

 

Além disso, o próprio Jesus admite que um homem forte é difícil de ser roubado:

 

De fato, ninguém pode entrar na casa do homem forte e levar dali os seus bens, sem que antes o amarre. Só então poderá roubar a casa dele.– Marcos 3.27

 

Jesus morreu como Cordeiro, ressuscitou como Leão e voltará como Adonai Tsavaoth, isto é, o Senhor dos Exércitos! (Apocalipse 19.11-21)

 

O teu Deus é guerreiro, cristão, portanto seja você também um guerreiro!

 

Independente de onde você estiver, poderá se quiser traduzir e publicar onde desejar este texto, desde que seja citada a fonte. Fiquem com Deus e até a próxima!

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

O Desenvolvimento de Certas Artes Marciais


 

 

Olá! Neste artigo iremos falar sobre o desenvolvimento de artes marciais, especificamente as que usam socos, chutes, projeções e chaves!

 

 

Origens

As artes marciais de socos e chutes surgiram em um contexto onde a maioria das pessoas não usavam armaduras ou a maioria dos adversários dos criadores desses estilos não a utilizavam. E o contrário se aplica a artes marciais que usam projeções e chaves: foram criadas por pessoas que tinham que lidar com adversários que usavam armadura, sendo assim socos e chutes eram (e são) inúteis contra blindagens. Artes marciais como o ju-jutsu e o abrazzare foram criadas para que os seus respectivos usuários lidassem contra adversários armados (isto é, usando armadura) da cabeça aos pés, onde projeções e chaves funcionam melhor contra oponentes assim.

 

 

Atualmente

E em nossos dias, qual dos dois tipos é o melhor: socos e chutes ou projeções e chaves? A resposta é: depende!

 

 

Conclusão

Termino dizendo que tudo depende do praticante, depende das adversidades e depende do contexto. O ideal é treinar ambos os caminhos e ainda armas brancas e de fogo, para somente assim ser completo como guerreiro!

Há vinte e seis anos atrás o Vale-Tudo (que viria a se tornar o atual MMA) mostrou que não existe arte marcial suprema e que para ser um bom lutador era necessário treinar ao menos três ou quatro outros estilos diferentes para ser um guerreiro completo!



Leia Também: A Tumba Número 15 de Beni Hassan


Leia Também: Biografia&Manuais: Fiore dei Liberi

 


quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Artes Marciais de Mãos Vazias?

 


 

 

Olá! Hoje iremos estudar o porquê de as artes marciais de mãos vazias serem escassas no Ocidente.

 

 

Histórico

Quem estuda HEMA, percebe com facilidade que temos centenas de pensadores e escolas de artes marciais com armas brancas, porém quase nenhum pensador ou escola de artes marciais de mãos vazias. Mas por que?

Isso acontece porquê historicamente falando, as populações do Ocidente sempre foram armadas, isto é, tinham livre acesso às armas, diferente do que acontecia no Extremo Oriente, onde governantes tirânicos para impor a sua tirania, impunham o desarmamento das populações que governavam. O melhor exemplo disso é o Japão, embora a Coréia e o Ryu Kyu também tenham imposto um desarmamento civil às suas populações, o que deixou os últimos dois países citados prontos para serem invadidos pelo Japão, afinal com uma população desarmada, fica mais fácil dominá-la.

 

 

Então...

Em Ryu Kyu, a solução encontrada pela população foi criar o to-dê que viraria o karatê, enquanto que na Coréia, a solução foi criar artes marciais como o taekwon e reformar o exército com ajuda da China.

No Ocidente, os monarcas Pré-Revolução Francesa nunca tentaram desarmar as respectivas populações que governavam, o que fez com que neste lado do mundo, poucas artes marciais de mãos vazias surgissem. No Extremo Oriente temos karatê, taekwondô, hapkidô, centenas de estilos de wu-shu (kung fu)... e no Ocidente temos Pugilato, Pancrácio e formas de Wrestling. Claro, mais tarde surgiram artes como o Boxe Inglês, o Savate, o Bartitsu e outras, mas elas são Pós-Revolução Francesa.

Olhemos para o Brasil: sempre tivemos livre acesso às armas, sejam elas brancas ou de fogo. Isso até 23/12/2003, quando no primeiro ano do mandato de Lula, o mesmo sancionou o Estatuto do Desarmamento, quebrando assim uma tradição marcial de séculos em nosso país! Sem acesso à armas de fogo, a população passou a buscar armas brancas e artes ditas marciais para se defenderem!

 

 

Conclusão

Essa tem sido uma época rica no desenvolvimento de artes que visam lutas desarmadas e armas brancas aqui no Brasil.

Eu realmente espero que o Estatuto do Desarmamento caia no Brasil e assim não tenhamos o mesmo destino que a Coréia e o Ryu Kyu: ser invadido e dominado por algum país estrangeiro com facilidade...


sexta-feira, 5 de junho de 2020

O Armamento Lusitano (de Portugueses) do Século XV




Olá! Neste texto eu irei mostrar e comentar sobre o armamento utilizado pelos portugueses no final do século XV, durante a época das Grandes Navegações.









Exemplos

Deste Deus-Homem, alto e infinito,
Os livros, que tu pedes não trazia,
Que bem posso escusar trazer escrito
Em papel o que na alma andar devia.
Se as armas queres ver, como tens dito,
Cumprido esse desejo te seria;
Como amigo as verás; porque eu me obrigo,
Que nunca as queiras ver como inimigo."


Isto dizendo, manda os diligentes
Ministros amostrar as armaduras:
Vêm arneses, e peitos reluzentes,
Malhas finas, e lâminas seguras,
Escudos de pinturas diferentes,
Pelouros, espingardas de aço puras,
Arcos, e sagitíferas aljavas,
Partazanas agudas, chuças bravas:”
– Os Lusíadas, Canto I, Estrofes 66 e 67



A estrofe 67 descreve ligeiramente as armas usadas pelos valentes portugueses que debaixo do comando de Dom Vasco da Gama atravessariam o Cabo das Tormentas e chegariam nas Índias! É importante frisar que este texto citado é de uma época em que D.Bartolomeu Dias havia chegado ao Cabo das Tormentas (da Boa Esperança) e agora era missão de D.Vasco da Gama ultrapassá-lo. Neste momento em que o texto é escrito, os portugueses (lusitanos) ainda estavam na Costa Africana do Atlântico, eles ainda não haviam contornado o Cabo das Tormentas. Mas vamos às armas?





As Armas em Si



Arnês
A primeira arma descrita é o arnês. Mas o que é um arnês? Nada mais é do que uma armadura completa, que cobre o soldado da cabeça aos pés. Em inglês o arnês é chamado de “full-plate armour”. Abaixo um exemplo de arnês:









Peitos

Os Peitos também possuem o nome de “couraça” ou “couraça peitoral” (termos derivados do francês “courace”, tropas napoleônicas que montavam à cavalo e que usavam peitoral chamados de “couracier”). O peitoral é parte do arnês, mas poderia ser utilizado em separado sem as outras partes do mesmo.




Malhas Finas

As malhas, também conhecidas como cota-de-malha eram velhos conhecidos dos exércitos ocidentais. Os romanos em suas guerras contra os celtas viram esses povos usando malha em combate e copiaram a mesma, adotando-a em suas Legiões! As malhas eram boas para defender ataques de corte com a espada e com a lança, embora não fossem resistentes contra cortes de machados. Abaixo um exemplo de cota de malha:







Pelouros

Pelouros nada mais são do que balas (munição) usadas em canhões e em espingardas mais arcaicas. Os pelouros eram feitos de pedra que eram esculpidas em formato esférico. Abaixo exemplos de pelouros:







Aljavas

As aljavas nada mais eram do que estojos onde se depositava (guardava) as flechas (que no texto de Os Lusíadas é chamada de “sagitíferas”, termo derivado do latim “sagitta” que significa “flecha”). Abaixo exemplos de aljavas com sagitas (flechas) depositadas:







Partazanas

A partazana (ou patisan) é uma lança com a ponta fina ou grossa (depende do modelo) que possui “abas” semelhantes a ganchos, que podem proteger o usuário de ataques cortantes. Abaixo um exemplo de partazana:







Chuça(o)

Nada mais é do que uma lança curta com ponta de ferro ou aço aguda. Podem ser utilizadas para ataques de estocada de curta distância ou para arremesso, embora normalmente era utilizada na primeira “modalidade”. Abaixo um exemplo de chuço(a):







Conclusão

As armas utilizadas nesse período das Grandes Navegações tinham as suas origens na Europa Medieval e várias delas são estudadas por grupos de HEMA (Historical European Martial Arts), por isso julguei importante exibi-las aqui no blog! Ao contrário do que aprendemos na escola, o uso de armas de fogo era secundário nessa época se formos levar em consideração a disponibilidade de armas brancas que se utilizavam nesse período (fins do século XV).

Eu também publiquei um vídeo falando sobre o armamento utilizado pelos portugueses no século XV, o áudio está em português do Brasil:






Fiquem com as sugestões de outros artigos e até a próxima!




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quinta-feira, 4 de junho de 2020

Biografia&Manuais: Dom Diogo Gomes de Figueiredo



Olá! Hoje falarei sobre esse ilustre desconhecido da história de Portugal: Dom Diogo Gomes de Figueiredo, um dos maiores esgrimistas e comandantes militares do então Reino de Portugal.


Origens
Dom Diogo nasceu por volta de 1600 em Portugal (em plena era da União Ibérica), filho de Dom João Gomes Quaresma, foi um militar, mestre esgrimista e autor de tratados de esgrima.


Vida
Começou a sua carreira militar ainda em 1626, quando durante a sua ida para o combate, o seu navio naufragou na Gasconha (Reino da França).
O seu primeiro tratado de esgrima é o “Oplosophia e a Verdadeira Destreza das Armas” (escrito e publicado em 1628 – manuscrito MS Vermelho.nº.91), ), claramente um manual de esgrima baseado na “Destreza”, a esgrima praticada na Espanha com a rapiera.
Quando em 1/12/1640 o então duque de Bragança, Dom João, deu um golpe-de-estado separando o Reino de Portugal da Casa Habsburgo e tornando-se ele próprio rei como D.João IV (fundando a sua própria dinastia, a Casa Real de Bragança) D.Diogo ficou ao lado dos independentistas portugueses e serviu como mestre-de-campo (o equivalente a época como general) das hostes portuguesas contra os exércitos da Casa Habsburgo.
No ano de 1653, escreveu outro tratado de esgrima, o “Memorial da Prática da Montante” (manuscrito MS 49.III.20.nº.21) ) que é o manual mais usado em nossos dias para quem deseja aprender a lutar com uma espada Montante (também conhecida como “Great Sword” em inglês, “Spadone” em italiano e “Zweihander” em alemão), também conhecida como as 16 Regras e Contra-Regras de Figueiredo, onde ele exibe todo o seu conhecimento prático no manuseio da espada montante, a mais cultuada espada do Reino de Portugal durante os gloriosos dias da Casa de Avis. D.Diogo escreveu esse segundo tratado visando preservar o ensino desta espada e toda a cultura que havia sido desenvolvida em torno dela (uma cultura lusitana em contraponto à cultura espanhola).
Como militar D.Diogo foi bem-sucedido, participando como mestre-de-campo em três das cinco maiores vitórias de Portugal contra os Habsburgo, com destaque para as batalhas de Montijo, Linhas de Elvas e a defesa da Aldeia de Almeida.
Foi tutor do príncipe-herdeiro D.Teodósio (filho do rei D.João IV e de D.Luísa de Gusmão) que morreria antes de ser aclamado rei de Portugal (vítima da “Maldição dos Braganças”?): o Memorial da Prática do Montante foi escrito e dedicado ao príncipe.


Fim
Morreu no dia 30/09/1685, com mais de oitenta anos de idade (bastante senil para a época!). Foi sepultado no Mosteiro de Trinidade farto de dias e sabendo que a sua pátria estava em paz com a Espanha, além de vê-la livre dos Habsburgos ainda em vida.


LEIA TAMBÉM: A Montante (Zweihander)

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sábado, 30 de maio de 2020

Quão Perto É Tão Perto?




Olá! Neste texto irei publicar em primeira mão uma tradução do famoso artigo do então sargento Dennis Tueller, artigo este publicado em Março de 1983 na SWAT Magazine. Neste artigo (“How Close is Too Close?”) é discutido pela primeira vez qual é a distância mínima de segurança que um policial possui em relação a um possível atacante com armas brancas. O resultado você confere abaixo e que deu origem a famosa Regra dos 21 Pés de Tueller!



Quão Perto É Tão Perto?


por Dennis Tueller


O "mocinho" com a arma contra o "bandido" com a faca (ou facão, machado, taco, ferro de passar, etc.). "Não há como disputar", você diz. "O homem com a arma não pode perder." Ou ele pode? Depende muito da habilidade dele com a arma e da proximidade do oponente.

Se, por exemplo, nosso herói atirar em seu possível atacante a uma distância de 20 metros, ele perde. Não é a luta, você entende, mas provavelmente a liberdade dele, porque ele quase certamente será acusado de assassinato. A única coisa que justifica que você atire em outro ser humano é a necessidade imediata de impedi-lo de tentar matar você (ou outra pessoa), lembra?

Se, por outro lado, nosso herói esperar para disparar até que seu atacante esteja a uma distância óbvia de ataque, ele ainda poderá perder. Seus tiros podem não impedir seu atacante instantaneamente o suficiente para impedi-lo de usar sua faca.

Então, qual é a resposta - quão perto está perto demais?

Considere isto. Quanto tempo leva para você sacar sua arma e colocar dois acertos centrais em um alvo do tamanho de um homem a sete metros? Aqueles de nós que aprenderam e praticaram técnicas adequadas de pistola diriam que um tempo de cerca de um segundo e meio é aceitável para essa prática.

> Com isso em mente, vamos considerar o que pode ser chamado de "Zona de Perigo" se você for confrontado por um adversário armado com uma arma afiada ou sem corte. A que distância esse adversário entra na sua Zona de Perigo e se torna uma ameaça letal para você?

Recentemente, fizemos alguns testes nesse sentido e descobrimos que um homem adulto saudável e médio pode cobrir a distância tradicional de sete jardas em um período de (você adivinhou) cerca de um segundo e meio. Seria seguro dizer que um atacante armado a 6 metros está bem dentro da sua Zona de Perigo.



  











Como a série de fotos ilustra, mesmo que seu desenho e suas fotos sejam perfeitos, você está cortando coisas muito perto (sem trocadilhos). E mesmo que seus tiros tirem o “vento das velas” (da embarcação) dele, seu impulso para a frente pode carregá-lo por cima de você, a menos que, é claro, você consiga sair do caminho dele. E se você for confrontado com mais de um agressor, as coisas realmente ficam complicadas. Então, o que uma pessoa que carrega uma pistola deve fazer?

Após analisar o problema, as seguintes sugestões vêm à mente: Primeiro, desenvolva e mantenha um nível saudável de alerta tático. Se você detectar os sinais de perigo com antecedência, provavelmente poderá evitar o confronto completamente. Uma retirada tática (hesito em usar a palavra "retirada") pode ser sua melhor aposta, a menos que você esteja ansioso para se envolver em um tiroteio e as conseqüentes dificuldades legais que certamente se seguirão.

Em seguida, se o seu "Sistema de Alerta Precoce" lhe disser que um possível confronto letal é iminente, você deve se colocar na melhor posição tática disponível. Você deve se mover tentando se proteger (se houver algum objeto por perto), sacar a sua arma e começar a planejar seu próximo movimento.

Por que usar uma cobertura, você pode se perguntar, se o atacante está usando apenas uma faca? Porque você quer dificultar que ele chegue até você. Qualquer coisa entre você e seu atacante (latas de lixo, veículos, móveis, etc.) que o atrapalha por mais tempo para você tomar as decisões apropriadas e, se necessário, mais tempo para dar seus tiros.

Eu sugiro que você puxe sua arma assim que o perigo existir claramente. Não faz sentido esperar até o último segundo possível para jogar o "Quick-Draw McGraw" se você reconhecer a ameaça logo no início. Além disso, a visão do seu "Equalizador" pode ser suficiente para encerrar a ação naquele momento.

O objetivo da pistola é parar as brigas, e se o faz deixando cair um bandido em suas trilhas ou fazendo com que ele dê meia-volta e corra, seu objetivo é alcançado, não é?

Nesse ponto, pode ser aconselhável emitir um desafio verbal, como "Pare", "Não se mexa" ou "Largue a arma!" Pode funcionar, e mesmo que não funcione, você estará desenvolvendo seu processo legal de autodefesa, mostrando que fez tudo o que pôde para impedir um tiroteio. Se tudo correr conforme o planejado, as chances são de que agora você não terá mais um problema, já que seu atacante lembrou que ele teve um compromisso mais premente em outro lugar.

Mas, como todos sabemos, as coisas raramente vão de acordo com o plano e as circunstâncias ideais descritas anteriormente provavelmente não são a norma. Por exemplo, se esse tonto tenta jogar sua faca (ou outra arma) em você, o que você faz então?

Realisticamente, atirar facas é uma espécie de truque circense que exige facas especialmente equilibradas e uma distância pré-medida do alvo. Basta dizer, no entanto, que se o atacante estiver dentro do alcance efetivo de arremesso, ele quase certamente terá invadido sua Zona de Perigo. Esse negócio de arremessar cria um problema de tempo, pois, se você atirar depois que ele jogou sua arma, poderá ter dificuldade em convencer um júri de que você disparou em legítima defesa, já que tecnicamente você não estava em risco se seu ex-atacante não estava mais na posse de uma arma mortal. Algo a considerar e apenas mais um motivo para usar a cobertura, se disponível e se o tempo permitir.

Em algum momento, é claro, apesar dos seus melhores esforços, você poderá descobrir que de repente, de perto, é vítima pretendida de algum assassino lunático. Se você é especialista em uma das muitas artes marciais, pode optar por fazê-lo corpo a corpo e, se estiver nessa categoria, não precisará de conselhos meus sobre como fazê-lo. Então, voltaremos ao uso da pistola para resolver o problema. O que tudo se resume agora é a sua capacidade de sacar sua pistola de maneira suave e rápida e acertar seu adversário, e fazer tudo reflexivamente. E a única maneira de desenvolver esses reflexos é através da prática consistente e repetitiva, prática, prática.

Pratique para que o movimento certo ocorra automaticamente.

Uma coisa que você deve praticar, com esse tipo de encontro em mente, é a técnica de retrocesso, na qual você dá um longo passo para trás enquanto faz o saque. Isso coloca mais um a três pés entre você e seu atacante, o que pode ser apenas o suficiente para fazer a diferença.

Lembre-se, quanto maior a sua habilidade com a sua arma, menor será sua Zona de Perigo, mas somente se essa habilidade for associada a um bom condicionamento mental, planejamento tático e alerta, porque nenhuma quantidade de habilidade será útil a menos que você saiba que você está com problemas.

Habilidade nos braços e atitude mental adequada. essa é a combinação que fará de você o vencedor de um "Encontro Imediato do Tipo Cortante".



Tradução feita a partir do artigo retirado de: http://www.theppsc.org/Staff_Views/Tueller/How.Close.htm, visitado em 18/05/2020

quinta-feira, 21 de maio de 2020

Da Poliorcértica




“Poliorcértica” é uma palavra com origem no grego clássico, significando “cerco de cidades”. O termo ficou famoso na pessoa do rei Demétrio, o Poliocértes (“o que cerca cidades”), que em alguns meses conquistou centenas de cidades durante a Guerra dos Diádocos, sendo parado apenas nas muralhas de Rodes (onde os rodianos mais tarde fundariam o famoso Colosso de Apolo para comemorar a vitória sobre Demétrio)! A poliocértica é a ciência de cercar e contra-cercar uma cidade!

Antes mesmo de o termo ser cunhado pelos gregos antigos (ou helenos) a poliocértica já era praticada pelas mais diversas civilizações da Idade Antiga. Na Bíblia Sagrada vemos bastante cercos, principalmente nos livros chamados “Históricos”, que narra o período dos Juízes e dos Reis.

Na história do Ocidente, tivemos diversos comandantes militares que praticaram a poliocértica, porém os mais famosos são: Caio Júlio César e Sebastien de Vauban. O arquiteto militar à serviço do rei Luís XIV é o menos conhecido dos dois e viveu durante o século XVII e foi o responsável por construir fortes abaluartados à italiana nos limites do então Reino da França, transformando o país em um local impenetrável para invasores da Casa Habsburgo!





Caio Júlio César

O mais conhecido, César ficou famoso como bom em poliocértica por causa do Cerco de Alésia, onde com uns 70 mil homens, enfrentou mais de 300 mil celtas (gauleses) e prevaleceu por causa da ciência da qual discutimos nesse artigo! César ao cercar Alésia (uma cidade no topo de uma rocha íngreme) ordenou que uma muralha fosse construída nos arredores da cidade, para impedir os celtas chefiados pelo lendário Vercingetórix de fugirem!

Ao perceber que estava caíndo em uma armadilha, o chefe dos celtas enviou os seus cavaleiros (antes que a muralha de César fosse concluída) para pedir reforços. Sabendo que os celtas acudiriam a Vercingetórix, o procônsul romano ordenou então que uma segunda muralha fosse construída, mas dessa vez pelo “lado de fora”, criando um gigantesco cinturão defensivo que protegeria os romanos tanto de ataques vindo de Alésia, quanto por ataques oriundos de fora!

No primeiro livro do Comentário das Guerras Gálicas, vemos que para impedir os Helvécios de invadir a Gália (mais precisamente o território dos Héduos e Sequanos) César ordenou que uma muralha fosse construída em uma das margens do Rio Ródano, para controlar e impedir os já citados helvécios de assentarem-se na Gália (e funcionou).





Voltando Para Alésia

O cinturão defensivo construído pelas legiões de César conseguiram concluir todo o circuito (que contava com um fosso e com armadilhas) à tempo dos reforços celtas chegarem. Não falarei sobre os detalhes da Batalha de Alésia para não desfocarmos do tema deste texto, mas por causa do conhecimento em poliocértica e da aplicação do mesmo, os romanos acabaram tendo condições de se equipararem aos celtas e os derrotarem, concluindo a Conquista das Gálias!

Eu recomendo a leitura do livro “Comentários das Guerras das Gálias”, ele é gratuito e pode ser baixado na internet. Lá você saberá maiores detalhes das campanhas e do Cerco à Alésia.

Cerco de Alésia






Ingredientes dos Cercos

Todo cerco ou contra-cerco possui como principal componente (ou ingrediente) as máquinas de cerco e contra-cerco. São muitas máquinas de cerco e contra-cerco, de maneira que citarei apenas três: as torres de assalto, o trebuchet (trabuco) e a catapulta. As máquinas receberão um artigo próprio, aguardem!

Por agora basta sabermos que os maiores inventores de armas de cerco e contra-cerco da Idade Antiga, foram: Hero de Alexandria e Arquimedes de Siracusa.



Conclusão

Bom pessoal, eu espero que esse assunto introdutório tenha aguçado a curiosidade dos senhores! Fiquem com Deus e até a próxima!

quinta-feira, 7 de maio de 2020

Análise do Livro: Filosofia do Combate




Olá! Como está no título eu estarei analisando em primeira mão o livro Filosofia do Combate, de autoria de J.R.R Abrahão, um livro que considero importante para quem deseja se tornar um guerreiro não apenas no corpo, mas também na alma!


Capa do livro Filosofia do Combate.





Um Pouco Sobre o Livro

O livro Filosofia do Combate foi escrito entre os anos de 2003 e 2004 sendo publicado pela Editora Supervirtual, que já havia publicado outros títulos do autor (“Tonfá” e “Defesa Com Facas” que em breve serão analisados por aqui no Blog, aguarde!). O livro é gratuito e encontra-se disponível para download sendo ele em formato *.pdf.





O Livro Em Si

O livro visa formar um cidadão comum (independente de religião e gradiente político) em uma pessoa com a mentalidade correta de um guerreiro (atenção: guerreiro, não um briguento ou encrenqueiro!) que sempre está pronto para as adversidades do dia-a-dia que a criminalidade nos impõe!

Por toda parte encontram-se vastas citações que personagens ilustres e não-ilustres fizeram ao longo da História. É exibido a princípio, como o desarmamento sempre ocorre antes de um genocídio: essas informações são colocadas em gráficos com citação de fontes!

O autor alerta (isso entre 2003 e 2004) como a política de desarmamento da população civil é fraudulenta e que apenas pioraria a situação da segurança pública/individual, o que se provou correto mais de quinze anos depois.



O autor também expõe o Semáforo de Cores, uma ferramenta extremamente útil para quem deseja ser prevenido, além de comentar sobre a personalidade dos criminosos e como eles são maléficos para a Sociedade de bem.

Alguns capítulos são inspirados nas características desejadas á um bom combatente: Vigilância, Decisão, Agressividade, Velocidade, Frieza, Crueldade e Surpresa. Ao todo são treze capítulos onde além das características citadinas, também são abordados outros aspectos intelectuais e sociais que permeiam a segurança pública e a segurança individual.





Contras

Eu tenho dois contras: o primeiro é o fato de que algumas informações estão desatualizadas, o que é normal vindo de um e-book escrito entre 2003 e 2004, porém a segunda coisa que eu tenho contra este livro é a citação reproduzida de autoria de Carlos Marighela, um conhecido terrorista de Esquerda que ceifou vidas e que visava impor uma Ditadura Marxista aos moldes de Cuba aqui no Brasil! Marighela é o autor do polêmico tratado “O Mini-Manual do Guerrilheiro Urbano” onde ensina sequestros, como fazer bombas, como e porque torturar dissidentes...





Conclusão

Apesar dos contras é um livro indispensável para brasileiros e falantes de língua portuguesa por causa do bom embasamento e da proposta de criar em nós, pessoas comuns, a cultura do guerreiro! Muito do que o autor escreveu no livro, este que vos escreve já praticou e pratica no seu dia-a-dia: se eu tivesse lido esse livro, Filosofia do Combate, há uns dez ou quinze anos atrás, a minha vida teria tomado outro rumo...



Por isso eu o recomendo: leitura gostosa, texto objetivo, linguagem clara e direta além de dados com citações de fontes, além de um compêndio de artigos estimulando o cidadão comum e de bem, a estudar assuntos correlatos á segurança individual.

Eu o li em quatro dias, respeitando o tempo necessário para análise de dados e fatos, além de meditação em cima do que era lido.


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terça-feira, 5 de maio de 2020

Uma Conversa Franca Sobre Desarmamento




Olá! Neste texto iremos abordar a necessidade de se estar armado para um eventual combate.





Princípio

Historicamente falando no Ocidente, o acesso às armas sempre foi algo permitido pela Lei. Somente em tempos recentes (anos 90 do século XX em diante) é que os Governos estão desarmando as suas populações, o que tem aumentado a criminalidade, pois os bandidos não respeitam leis e continuam armados enquanto que o cidadão de bem, seguidor das leis, encontra-se desarmado. Mas existe uma brecha na Lei: as armas brancas!

Você pode me perguntar: -“Por que eu andaria armado com uma arma branca?”. Eu te respondo: o corpo humano não foi feito para dar e resistir a pancadas, tanto que ele precisa ser condicionado para tanto e mesmo assim existem limites. Uma arma branca (ou mesmo de fogo) potencializa a ação defensiva que você poderá ter no caso de sofrer uma agressão injusta.





Ocidente x Oriente

O desarmamento foi verificado primeiro no Oriente: em países como Coréia, China e Japão, em momentos diferentes os Governos localizados nos mencionados países desarmaram ou desestimulavam as pessoas a terem armas, exceto quem pertencia a uma casta guerreira ou era um soldado à serviço do Governo! O caso mais famoso é o do Japão Feudal, onde o shogun Toyotomi Hideyoshi desarmou a população estabelecendo que apenas os samurais poderiam ter e portar armas. Isso não te lembra o Estatuto do Desarmamento aqui no Brasil? O irônico é que o referido shogun invadiu a Coréia pouco depois e causou milhares de mortes, além de ter devastado aquele país. Quem criou o Projeto de Lei que viria a se transformar no Estatuto do Desarmamento foi um certo Gerson Camata, um homem que foi assassinado por uma arma de fogo ilegal (sem registro) em Dezembro de 2018 e que respondia processo por supostamente receber propina da empreiteira Odebrecht! Quem sancionou o Estatuto do Desarmamento? Foi o Lula, conhecido por seus crimes de corrupção!

O que eu quero dizer é que todo desarmamentista é criminoso em sua índole e que desarmam a população não por se importarem com o Povo, mas sim para garantirem que os seus planos malignos se concretizarão e que ninguém revidará as ações malignas deles.





Cultura

O Desarmamento, muito mais do que uma Lei é uma Cultura, há décadas somos bombardeados com uma Contra-Cultura que visa tornar todos nós pessoas dóceis e submissas não para as pessoas que amamos, mas sim com pessoas que tentam nos furtar em alguma coisa (dignidade, dinheiro, vida...).

O famoso “não reaja” por exemplo é parte dessa Contra-Cultura.





Conclusão

Arme-se. Eu recomendaria que o fizesse dentro da Lei. Escolha uma arma (faca, bastão retrátil, um taco, um kubotan, um facão, uma arma de fogo legalizada...), treine bastante com ela e crie dentro de si a Cultura do Guerreiro, uma Cultura de Pastor, isto é, uma Cultura de proteger o teu rebanho (aqueles que você ama), mesmo que eles não te entendam ou digam que você está “propagando a violência”: são ovelhas balindo, lembre-se de que você é o Pastor e os que você ama são as ovelhas.