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terça-feira, 5 de maio de 2020

Uma Conversa Franca Sobre Desarmamento




Olá! Neste texto iremos abordar a necessidade de se estar armado para um eventual combate.





Princípio

Historicamente falando no Ocidente, o acesso às armas sempre foi algo permitido pela Lei. Somente em tempos recentes (anos 90 do século XX em diante) é que os Governos estão desarmando as suas populações, o que tem aumentado a criminalidade, pois os bandidos não respeitam leis e continuam armados enquanto que o cidadão de bem, seguidor das leis, encontra-se desarmado. Mas existe uma brecha na Lei: as armas brancas!

Você pode me perguntar: -“Por que eu andaria armado com uma arma branca?”. Eu te respondo: o corpo humano não foi feito para dar e resistir a pancadas, tanto que ele precisa ser condicionado para tanto e mesmo assim existem limites. Uma arma branca (ou mesmo de fogo) potencializa a ação defensiva que você poderá ter no caso de sofrer uma agressão injusta.





Ocidente x Oriente

O desarmamento foi verificado primeiro no Oriente: em países como Coréia, China e Japão, em momentos diferentes os Governos localizados nos mencionados países desarmaram ou desestimulavam as pessoas a terem armas, exceto quem pertencia a uma casta guerreira ou era um soldado à serviço do Governo! O caso mais famoso é o do Japão Feudal, onde o shogun Toyotomi Hideyoshi desarmou a população estabelecendo que apenas os samurais poderiam ter e portar armas. Isso não te lembra o Estatuto do Desarmamento aqui no Brasil? O irônico é que o referido shogun invadiu a Coréia pouco depois e causou milhares de mortes, além de ter devastado aquele país. Quem criou o Projeto de Lei que viria a se transformar no Estatuto do Desarmamento foi um certo Gerson Camata, um homem que foi assassinado por uma arma de fogo ilegal (sem registro) em Dezembro de 2018 e que respondia processo por supostamente receber propina da empreiteira Odebrecht! Quem sancionou o Estatuto do Desarmamento? Foi o Lula, conhecido por seus crimes de corrupção!

O que eu quero dizer é que todo desarmamentista é criminoso em sua índole e que desarmam a população não por se importarem com o Povo, mas sim para garantirem que os seus planos malignos se concretizarão e que ninguém revidará as ações malignas deles.





Cultura

O Desarmamento, muito mais do que uma Lei é uma Cultura, há décadas somos bombardeados com uma Contra-Cultura que visa tornar todos nós pessoas dóceis e submissas não para as pessoas que amamos, mas sim com pessoas que tentam nos furtar em alguma coisa (dignidade, dinheiro, vida...).

O famoso “não reaja” por exemplo é parte dessa Contra-Cultura.





Conclusão

Arme-se. Eu recomendaria que o fizesse dentro da Lei. Escolha uma arma (faca, bastão retrátil, um taco, um kubotan, um facão, uma arma de fogo legalizada...), treine bastante com ela e crie dentro de si a Cultura do Guerreiro, uma Cultura de Pastor, isto é, uma Cultura de proteger o teu rebanho (aqueles que você ama), mesmo que eles não te entendam ou digam que você está “propagando a violência”: são ovelhas balindo, lembre-se de que você é o Pastor e os que você ama são as ovelhas.

sexta-feira, 10 de abril de 2020

Arte Marcial: O Que É?




O termo “Arte Marcial” deriva diretamente do latim, “artis” significando técnica/habilidade e “marcial” sendo algo relativo á Marte, o deus da guerra dos romanos de outrora. Assim sendo, arte marcial significaria algo como “técnica/habilidade de guerrear”, gravem isso!





Arte da Guerra?

Independentemente de qual estilo de luta que você pratica fica aqui a minha pergunta: o que você treina te prepara para a guerra (seja a guerra do passado ou a atual)? A prática de HEMA (Historical European Martial Arts) de maneira geral se encaixa nesse quesito, deixando os seus praticantes preparados para guerrear com armas e táticas que inspiraram a arte de guerrear atuais!

Vale dizer que pegando o conceito acima desenvolvido, podemos dizer que a prática de atirar com armas de fogo é arte marcial sim!





Conclusão

Os conhecimentos de técnicas e táticas aprendidas em HEMA é suficiente para deixar um praticante preparado para a guerra de séculos atrás, porém com alguma adaptação, oportunidade e temperança, poderá ser aplicada na guerra atual, lembrando que em um confronto indireto, armas brancas levam vantagem sobre armas de fogo é só pesquisarem a Regra dos 21 Pés de Tueller para saberem mais sobre isso.



Fiquem com Deus e até a próxima!

Tradição Marcial: Uma Introdução




Olá! Neste artigo eu irei discorrer um pouco sobre a “Tradição Marcial” e como ela se aplica no HEMA (Historical European Martial Arts)!





Terminologia

O termo “Tradição Marcial” tem origem no latim, onde “marcial” deriva de Marte, o deus da guerra dos romanos e “tradição” deriva do termo usado pelos romanos para nomear a transmissão de bens que ocorria de pai para filho.

Assim sendo, podemos dizer sem medo que Tradição Marcial é a capacidade de se transmitir a parte teórica e prática de determinado estilo marcial de professor para aluno, independente do sistema ou nome que a arte marcial tenha!





E A Tradição Marcial no HEMA?

No HEMA, nós temos três meios de tradição (transmissão de conhecimento):



1.   Manuais.

2.   Vídeo-aulas.

3.   Ensino presencial em academias.



Sobre o tópico 3, eu ressalto que nos dias de hoje (10/04/2020) no Brasil é quase impossível de uma pessoa obter conhecimento de HEMA através de ensino presencial em academias, pois são muito poucas as pessoas com condições de passar conhecimento de alguma arte marcial em HEMA: existem algumas poucas exceções que se limitam á alguns pontos específicos de grandes centros urbanos.



Portanto concluímos que a maneira mais comum de alguém obter Tradição Marcial de HEMA no Brasil atual é através da leitura de Manuais e de Vídeos-aulas. É a maneira mais fácil e segura para se obter acesso á vasta Tradição Marcial que os mestres do passado nos legaram!





Bom pessoal, por enquanto é isso! Fiquem com Deus e até a próxima!





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segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Desmistificando: Espada Invertida




Nas mídias (desenhos, séries, hqs, animes...) vemos personagens empunhando a espada de maneira invertida, como na imagem abaixo:




É exatamente assim que NÃO se segura uma espada!




Mas na realidade essa pegada NÃO existia quando se tratava de lutas com espadas, mas sim com adagas! Mas nós neste artigo estamos falando de espadas, então novamente eu digo: NÃO existe qualquer registro histórico de que se utilizassem espadas de maneira invertida!





Inundação

Nós somos e fomos inundados nas mídias com imagens de personagens utilizando espadas invertidas, como o Dai (Fly no Brasil) do anime Dai no Daibouken, o Kylo Ren e a Rey de Star Wars, a série The Witcher... todos os personagens utilizam as suas respectivas espadas de maneira invertida, mas como já mencionado, o jeito CORRETO de se utilizar uma espada é de maneira normal.





Conclusão

Então é isso! Pretendo no futuro criar novas postagens desmistificando outros equívocos do nosso dia-a-dia que as mídias infundem em nós!

 
Eu postei um vídeo em língua portuguesa abordando esse tema, se for de seu interesse aqui está:







Fiquem com Deus! Até mais!

terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Gládio (Gladius): Uma Introdução!






Olá! Hoje estudaremos um pouco sobre o gládio.





Origem

Gládio é um termo aportuguesado do latim “gladius”, palavra esta que basicamente significa: “espada”. Apesar do nome desta espada ser latino, a origem da arma é na Península Ibérica: durante a Segunda Guerra Púnica (218 a.C – 201 a.C), os romanos tiveram que invadir as colônias que pertenciam á Cartago e que estavam localizadas na já referida península. Durante a invasão, os romanos tiveram que se defrontar com tribos de celtas que eram aliados dos púnicos (ou cartagineses, se você preferir) e algumas delas utilizavam uma espada curta contra os romanos (que na época empunhavam a kopis, afinal as legiões romanas eram herdeiras dos hoplitas helênicos) que viram na arma um grande potencial bélico e a adotaram para si. Essa espada curta emprestada dos celtas ibéricos foi chamada pelos romanos de “gladius hispaniensis”, ou “espada espanhola” em uma tradução literal.





Tipos e Modelos

Historicamente falando só houve um gládio, que é o tipo “hispaniensis”, porém arqueólogos encontraram em sítios arqueológicos, gládios cujo desenho diferiam ligeiramente da forma do gladius hispaniensis e assim eles definiram que o gládio possuía quatro “versões”.




As quatro definições artificiais que arqueólogos e historiadores usam para o gládio.



É importante ressaltar que para os romanos de outrora, só havia UM TIPO de gládio! Essas nomenclaturas são utilizadas apenas por historiadores e arqueólogos contemporâneos! As diferenças nos desenhos das gladius se dava pelo fato de que a espada era feita de maneira artesanal, por ferreiros em diversas partes do Mediterrâneo, assim era impossível obter uma padronização na fabricação do mesmo!





Maneira de Se Utilizar

Um gládio era utilizado em golpes de estocadas pelos seus usuários. Em testes que eu fiz, a arma se comportou extremamente boa em estocadas e menos satisfatoriamente em golpes que envolviam o corte, confirmando aquilo que eu já havia estudado em documentários, livros, revistas e séries: o gládio foi feito para se perfurar e não cortar, embora o faça muito bem! Quem sabe lutar com facas facilmente se adapta ao gládio, pois ele funciona como uma “faca grande”, grosseiramente falando. Se você tiver um gládio, treine sequências de estocada que visem o abdômen e a garganta do adversário, sendo que o golpe favorito dos legionários romanos era estocar o abdômen de seus inimigos!



Utilizar um gládio é simples, porém exige treinamento no uso da arma, além de resistência física, mas ambos podem ser adquiridos com treino. E lembre-se de que o gládio é uma espada feita para se utilizar com um escudo, sendo que pode-se facilmente adaptar o uso dele com um broquel!



Ao utilizar o gládio da maneira correta (com ataques de estocada e diretos no alvo, sem firulas) facilmente se observa que a arma foi adotada pelos romanos por algumas razões:



·        Simplicidade no desenho, em contraste com a kopis, que é curva. A simplicidade fazia os custos de produção cair.

·        Simplicidade em se utilizar a arma, que basicamente se resume em estocar os adversários com ataques diretos.

·        É uma arma curta, o que facilitava a coesão dos legionários romanos no campo de batalha, que em formação de falange (chamadas de “manipulus” em latim) avançavam ordenadamente como uma massa de pessoas, contra os inimigos.




O Gládio Perante Outras Espadas

Comparar o gládio com outras espadas é covardia, pois é uma arma condicionada a ser utilizada em certas situações no campo de batalha. Para ser 100% eficaz, o gládio precisa:



·        Ser utilizado em conjunto com um escudo (ou broquel).

·        Ser utilizado por soldados que se movam em equipe.

·        Ser utilizado por uma pessoa de baixa estatura.



Quaisquer comparações que se faça com o gládio deverá ser feita sob essa ótica exposta nos tópicos anteriores, caso contrário é pura falácia!





Por Que o Gládio Deixou de Ser Utilizado?

O gládio como dito anteriormente era utilizado pelos legionários romanos em campo de batalha e os mesmos se moviam em equipe. A partir da segunda metade do século II d.C, os inimigos de Roma (mais precisamente os bárbaros germânicos e celtas) passaram a evitar grandes confrontos com os romanos, além de passarem a utilizarem mais cavalaria do que infantaria nas táticas contra os legionários, o que obrigou os imperadores a refazerem taticamente a Legião (Marco Aurélio ordenou que os grandes manipulus fossem desfeitos para que os legionários fossem para a batalha em equipes de até cinco pessoas e que podiam se dispersar caso a necessidade pedisse – Sétimo Severo durante as suas campanhas contra os celtas que viviam no que hoje é a Escócia, viu que a cavalaria inimiga usava uma espada longa durante os seus ataques eficazes contra Roma, então substituiu o gládio pela spatha, sendo o gládio delegado apenas para as tropas de infantaria ligeira).



A arma foi deixada de lado não por falta de capacidade da mesma, mas sim porque a nova realidade tática nas batalhas exigia isso: a arma era curta demais para ser utilizada por tropas de cavalaria, pois Sétimo Severo (reinou de 193 d.C á 211 d.C) teve que enfrentar cavaleiros partos (especialmente os cefratários – ou cataphract) e cavaleiros celtas (ou pictos, se preferir) em longas e sangrentas campanhas militares. A partir dele a importância do legionarii (um infante que combatia a pé) começou a decair em favor do equestrii (ou cavaleiro), mas isso é outra história para outro artigo...


Eu publiquei um vídeo no YouTube falando sobre o Gládio, está em língua portuguesa:




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segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Biografia&Manuais: Walpurgis Fechtbuch






Basicamente desconhecido do público, este manuscrito, o Walpurgis Fechtbuch (sigla bibliotecária MS I.33) é o mais antigo manuscrito de esgrima histórica europeia do qual se tem notícia atualmente: de autoria um tanto quanto desconhecida (acredita-se que tenha sido um padre de nome Liutger – ou Lutegerus), sendo identificada três grafias diferentes nos textos e ao menos uns dezessete traços distintos nas ilustrações. Por falar em grafia, o texto do Walpurgis Fechtbuch é em Latim Medieval.





Origens

O manuscrito teria sido feito por volta de 1320 na região da Francônia, oeste do então Sacro Império Romano-Germânico, atual Alemanha. Ele é bem ilustrado e em suas muitas cenas demonstra lutas de espada e broquel. O manuscrito pode ser atendido também com os nomes de “Liber de Arte Dimicatoria” ou ainda “Torre de Fechtbuch”.



Há quem diga que os criadores estavam tentando preservar a velha tradição marcial que havia na localidade da Francônia.





O Conteúdo

Como anteriormente mencionado, o manuscrito possui lições de espada e broquel, possuindo quatro personagens ilustrados: um Sacerdote, uma Mulher (identificada como Santa Walpurga), um Estudante e um Outro Sacerdote. Os textos repetidamente fazem menção aos pupilos (estudantes ou discípulos) dos sacerdotes, bem como aos jovens (“iuvenis” em latim) e aos clientes (“clientulum” em latim).



Por ter bastante ilustrações, o Walpurgis Fechtbuch possui lições que são facilmente aprendidas, embora as notas que são vistas nas páginas ajudam e muito no refino da execução das técnicas.



Folha 8r do manuscrito com os quatro personagens ilustrados.







História e Atualidades

Criado em 1320, por volta de 1552-53 foi espoliado do mosteiro onde repousava na Francônia, por Johannes Herbart von Wurzburg, que estava á serviço do duque Alberto Arquebaldo (duque de Brandemburgo-Kulmbach) durante as chamadas Campanhas Francônidas que este empreendeu.



Johannes Herbart von Wurzburg posteriormente se tornou mestre de esgrima dos duques de Saxe-Gota e o Walpurgis Fechtbuch ficou em possessão desta família até 1945 (era registrado como Cod.Membr.I.no.115), quando nas últimas semanas da Segunda Guerra Mundial, o manuscrito desapareceu da biblioteca (provavelmente espoliado por algum soldado britânico) onde se encontrava e por cinco anos (1945-1950) o seu paradeiro ficou desconhecido, quando reapareceu na localidade de Sotheby’s (Londres), no dia 27 de Março de 1950 (porém a sua identificação como o desaparecido manuscrito Cod.Membr.I.no.115 só foi efetuado em 1975).



O manuscrito ao ser adquirido em Sotheby’s ficou armazenado na Torre de Londres de 1950 á 1996, quando foi transferido para o então recém-inaugurado Royal Armouries Museum na cidade de Leeds, em West York, Inglaterra, onde permanece até aos dias atuais sob a denominação: MS I.33.


Localização de Leeds, no Reino Unido, onde se encontra a Royal Armouries  Museum.





Eu espero que tenham aprendido sobre este manuscrito! O link para uma cópia com o texto em inglês encontra-se aqui embaixo! Fiquem com Deus!



Walpurgis Fechtbuch, em inglês https://www.dropbox.com/s/9or3jnmv7ave8r2/I_33_Joey_Nitti_Translation.pdf?dl=0


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quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Qual Aço É Bom Para HEMA (AMHE)?






Olá! Hoje eu vou abordar os aços mais comuns para a prática de HEMA (Historical European Martial Arts – Artes Marciais Históricas Européias)!



Popularmente falando, existem três grandes tipos de aço: Aço Carbono, Aço Inoxidável e o Aço Galvanizado; cada um possui vantagens e desvantagens. As diferenças entre eles encontram-se abaixo:



·        Aço Carbono (“High Carbon Steel”): é duro e resiliente, sendo ótimo para espadas, lanças, facas e demais armas de corte, estocada e que exijam tarefas pesadas. Possui como desvantagem o fato de oxidar e enferrujar rápido, exigindo manutenções constantes. As espadas dos guerreiros de outrora, normalmente eram feitos com este tipo de aço que por sinal é fácil de amolar.

·        Aço Inoxidável (“Stainless Steel”): é um aço com flexibilidade menor do que o aço carbono, podendo quebrar bem mais fácil do que este último, porém possui como gigantesca vantagem o fato de demorar anos para oxidar e enferrujar, sendo um aço muito bom para ferramentas leves, que são utilizadas em trabalhos onde a variedade química de materiais é alta, como em uma cozinha, por exemplo. Para combates, objetos maiores do que uma faca costumam quebrar se forem feitos de aço inoxidável, além disso, lâminas feitas de aço inoxidável são mais difíceis de se amolar.

·        Aço Galvanizado (“Gauge Steel”): é um meio-termo entre os dois aços anteriores, não sendo tão resiliente quanto o aço carbono e nem tão bom em se conservar quanto o aço inoxidável, porém é bom para peças decorativas e que exijam menos impacto e mais leveza em combates.



Neste artigo eu não falarei do aço damasco por ele ser inacessível a maior parte das pessoas devido ao seu alto custo de produção!



Como escritor eu me eximo de dizer qual aço é o melhor para as suas necessidades, deixando ao teu encargo qual deles é o melhor para você!



E é bom lembrar também que cada um dos aços apresentados possuem ramificações que aumentam ou diminuem a qualidade e a eficácia do mesmo no uso em combate!

Eu fiz um vídeo e publiquei no YouTube, ele está em língua portuguesa:





Fiquem com Deus e até a próxima!


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terça-feira, 10 de dezembro de 2019

A Cavalaria na Era Antiga




Olá! Hoje eu vou falar sobre a Cavalaria, porém não aquela á qual estamos habituados, mas sim a Cavalaria durante a Era Antiga (3000 a.C – 476 d.C).





Início

Os mesopotâmicos (sumérios, acádios, amoritas...) tinham medo dos cavalos e os consideravam demônios. Quando os cassitas apareceram usando cavalos em suas ações militares, rapidamente os amoritas (conhecidos também como “Paleo-Babilônicos”) os contrataram como mercenários.



Após isso, os cavalos só teriam real importância militarmente falando, quando egípcios, mitanis e hititas os utilizavam para puxarem as suas carruagens de guerra (a partir do século XV a.C).



A Cavalaria como a conhecemos só passou a existir a partir do século VIII a.C, quando os citas, vindos das Estepes da Ásia Central, invadiram o que hoje em dia chamamos de Irã e Iraque. Os citas podem ter sido expulsos pelos assírios da Mesopotâmia, porém instalaram-se no Planalto Iraniano, mesclando-se com as tribos de pastores ali existentes, entre eles os persas, que passaram a se valerem de Cavalaria em suas incursões expansionistas constantes sobretudo a partir de 553 a.C, quando o rei persa Ciro II, revoltou-se contra o rei dos medos, Ciaxares.



Durante os séculos VI a.C e V a.C, no Ocidente, o cavalo era utilizado basicamente para transportar pessoas, pois na Hélade (Grécia) e em Roma os combates se davam em planícies ou em montanhas utilizando-se tropas de infantaria para tal.



Porém os macedônios foram invadidos pelos persas e aparentemente aprenderam com estes á montar à cavalo e a combaterem montados nestes animais. Posteriormente com a prevalência da Macedônia no mundo (através das lendárias campanhas de Megas Alexândros – Alexandre, o Grande) este modelo de combatente (o Cavaleiro) foi exportado para diversas partes do Mediterrâneo, chegando até mesmo aos povos celtas e germânicos (embora estes últimos possam ter aprendido a lutar montados à cavalo com tribos citas ou sarmatianas).





Funções da Cavalaria na Era Antiga

Seja como for, a Cavalaria durante a Era Antiga (em um período entre 650 a.C à 476 d.C) se concentrava em quatro funções básicas em campanhas militares:



1.   Perseguir inimigos derrotados.

2.   Como batedores do terreno á ser explorado.

3.   Como coletores e transportadores de víveres.

4.   Para ataques rápidos e localizados.





A Cavalaria no Ocidente

No Ocidente sobretudo, montar à cavalo era status: comandantes militares costumavam ir para a batalha montados nos lombos de equinos e em Roma existia a classe dos “Equestres”: pessoas que possuíam dinheiro suficiente para adquirirem um cavalo, era o equivalente á classe média ou média-alta que possuímos hoje em dia no Brasil.



Os númidas, os celtas, os macedônios e os romanos possuíram em algum tempo uma ótima Cavalaria (para os padrões da Antiguidade), que terminou por marcar história.



No mais é isso! Fiquem com Deus e até a próxima!


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segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Armas de Defesa!




Olá! Nesta postagem falaremos sobre: Escudo, Broquel e Pavês! Vamos lá?





Introdução

Se tratando de Esgrima Histórica ao longo dos milênios tivemos três tipos de armas defensivas. Os seus nomes estão em português com o seu equivalente em línguas relevantes:



·        Escudo

·        Broquel (Caetra ou Buckler)

·        Pavês



Mas quem são e quais as diferenças entre elas?


1: Escudo; 2: Broquel; 3: Pavês.



As Diferenças



Escudo

O escudo é a arma defensiva mas conhecida de todas, porém é a menos conhecida em seu uso, pois muitos acreditam que serve para qualquer tipo de defesa, o que não é uma verdade absoluta.

Esta arma defensiva de fato é um meio-termo entre o broquel e o pavês, porém não é tão boa defensivamente falando nas áreas as quais os outros dois citados o são. O que eu quero dizer é o seguinte: o escudo defende o seu usuário de ataques de flechas, pedras, golpes de lança e de espadadas, porém as outras duas armas defensivas são mais especializadas em certas defesas do que o escudo.





Broquel

O broquel (também conhecido em latim como “Caetra” e em inglês como “Buckler”) é a arma defensiva por excelência no combate á curta distância. Ataques de facas, espadas, punhais, adagas e similares, o broquel defende sem problemas dependendo unicamente da habilidade do usuário em usá-lo! O broquel era uma arma muito utilizada por tribos germânicas a partir do século III d.C, principalmente pelos alanos que em 268 d.C invadiram a Itália, obrigando o imperador Aureliano, á combate-los e expulsá-los dali.



Na Idade Média Européia (476-1453) o broquel tornou-se muito popular, pois era feito essencialmente de madeira tendo a boça (o meio do escudo, a “bolinha” metálica) em aço. Por ser leve, compacto, barato e fácil de se construir (além de ótimo na defesa corpo-a-corpo) fazia com que normalmente quem viajava na Europa da Idade Média, preferisse o broquel ao escudo.



Em fins da Idade Média (a partir de 1400 aproximadamente) os broquéis passaram a serem confeccionados inteiramente em aço, sendo estes reservados á quem podia pagar por eles. No entanto estes broquéis feitos inteiramente em aço ainda seriam utilizados por espadachins pelos séculos seguintes sendo os espanhóis os primeiros á organizarem um esquadrão de espadachins de elite armados com broquéis como arma defensiva.





Pavês

O pavês tem o seu nome derivado da cidade de Pávia, famosa na Idade Média por confeccionar as melhores armas defensivas desse tipo. Se o broquel defende bem contra ataques de curta distância e o escudo é um meio-termo, podemos dizer sem exagero que o pavês é excelente na defesa contra flechas, virotes e pedras, sendo muito utilizado por soldados assírios (séculos X a.C ao VII a.C) e por mercenários italianos (besteiros, especificamente) durante a Idade Média Européia (476-1453).

Soldados Assírios com Armas Defensivas, sendo o da esquerda o portador de um pavês.


Os paveses são feitos de madeira com couro revestindo o exterior e possuía o formato ideal para cobrir o corpo de um arqueiro ou besteiro enquanto ele recarregava a sua arma.





Eu realmente espero que tenhas aprendido com esta verdadeira aula sobre armas de defesa.



Fiquem com Deus!

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Tipos de Espadas Existentes






Olá, seja bem-vindo à Casa dos Cavaleiros!





Importância

É vital sabermos quais os tipos de espadas existentes, pois é através disso que o espadachim poderá moldar a sua tática e estratégia durante o(s) combate(s) que vier a travar!





Os Tipos

De acordo com Matt Easton, do Schola Gladiatoria, existem dois grandes tipos de espadas: as espadas que se utilizam com escudo e as espadas que não se utilizam com escudos.



Pode parecer estranho as espadas serem divididas em dois grandes grupos assim dessa maneira (principalmente para aqueles que conhecem a Classificação de Espadas de Oakshot) mas é só parar para pensar e observar que taticamente falando, durante uma briga com espadas e similares (como facões, messers e etc) é possível desenvolver um estilo de lutar baseado exatamente no fato de as espadas  poderem ser utilizadas junto com escudos (ou broquéis). O escudo é uma mão na roda durante um combate com espadas e a ausência dessa peça muda completamente a tática e a estratégia de um esgrimista durante uma luta.



Por isso eu concordo com Matt Easton nesta classificação de espadas!

Os dois tipos de espadas representadas no jogo Zelda 64!




Eu também fiz um vídeo e publiquei no canal do YouTube sobre este assunto (está em língua portuguesa):


Vídeo onde eu falo sobre os tipos de espadas existentes.

Por enquanto é isso: fiquem com Deus!

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O Que É HEMA?






Olá! Este é o primeiro artigo do blog Casa dos Cavaleiros!





O Que Significa?

HEMA é a sigla para “Historical European Martial Arts”, ou traduzindo para o português “Artes Marciais Históricas Européias”.



Em muitas comunidades de HEMA, nós vemos pessoas falando em lutas com espadas e elas não estão erradas quanto á isso. Porém HEMA não lida apenas com Esgrima Histórica (luta com espadas), mas sim com lutas corporais (como o Bartitsu, o Pancrácio Antigo e o Pugilato), luta com facas, arquearia, luta com bastões e outros.

O termo "AMHE" serve para designar o mesmo que HEMA, mas com outro significado: Artes Marciais Históricas Européias.



Entenda que é um verdadeiro mundo de artes marciais ocidentais que havia caído no esquecimento neste último século (XX)! As Revoluções ocorridas nos séculos XIX e XX, mais as Grandes Guerras Mundiais, fizeram com que a rica tradição marcial do Ocidente, caísse em esquecimento. Porém nos últimos dez ou quinze anos, com o aumento do acesso á internet em todo o mundo, pessoas e grupos obtiveram acesso á materiais dessa rica cultura marcial que estava enterrada no esquecimento e passaram a estuda-la e praticá-la!





Missão da Casa dos Cavaleiros

A missão desta iniciativa de HEMA é pesquisar, estudar e praticar os antigos manuais e a rica tradição marcial do Ocidente que muitos esqueceram ou desconhecem e torna-la popular!





Eu espero que este artigo tenha sido esclarecedor! Em breve eu estarei publicando o primeiro vídeo no YouTube! Assim que sair eu o colocarei aqui no blog!



Fiquem com Deus e até a próxima!

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